- Em abril, o volume de vendas do varejo caiu em relação a março, indicando uma oscilação natural nos próximos meses.
- A leitura aponta que fatores atuam em sentidos opostos: de um lado juros, inflação e incertezas geopolíticas e eleitorais; de outro, mercado de trabalho aquecido e estímulos do governo.
- A avaliação é de Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).
- O cenário para 2026 aponta crescimento do comércio, porém mais tímido do que o registrado em 2025.
O varejo brasileiro teve queda no volume de vendas em abril ante março, aponta estudo da FGV Ibre. A leitura é de que o setor deve enfrentar uma oscilação natural nos próximos meses, influenciada por fatores opostos.
Segundo o economista Rodolpho Tobler, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, o ambiente atual combina juros elevados, inflação e incerteza decorrente de conflitos no Oriente Médio e da definição sobre as eleições no país com um mercado de trabalho ainda aquecido e estímulos do governo.
A avaliação indica que, apesar da desaceleração recente, o comércio deve registrar crescimento em 2026, porém de forma mais contida em comparação com 2025. Tobler reforça que o movimento depende da trajetória de políticas econômicas e do consumo das famílias.
Em síntese, a curva do varejo deverá apresentar variações ao longo do tempo, sem sinalizações de recuperação rápida, conforme a leitura dos especialistas da FGV Ibre. A análise considera o cenário externo e interno como fatores determinantes para o desempenho no curto prazo.
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