- A BMW reduziu a previsão de margem de lucro para este ano, indicando que pode chegar a apenas 1%, devido ao enfraquecimento da demanda na China e aos impactos do conflito no Oriente Médio.
- A empresa divulgou que a rentabilidade da fabricação de automóveis em 2026 deverá ficar entre 1% e 3%, ante 6% anteriormente; a revisão considera a recessão chinesa e o ambiente macro adverso.
- As ações chegaram a cair até 11,5% na sessão de hoje, a maior queda intradiária em quase dois anos, acumulando queda de cerca de 27% no ano.
- BMW anunciou ampliação do programa de corte de gastos para 2026, com impacto esperado na segunda metade do ano; ainda não foi informado se haverá cortes de pessoal.
- O novo CEO, Milan Nedeljkovic, que assumiu em maio, busca acelerar a reformulação da linha elétrica Neue Klasse, mas os resultados podem ficar pressionados pela fraqueza na China.
BMW cai com força na bolsa após reduzir previsões de lucro
A BMW informou que o lucro da fabricação de automóveis pode ficar entre 1% e 3% em 2026, ante 6% anteriormente. A queda acompanha a fraqueza da demanda na China e o impacto do conflito no Oriente Médio. A reação foi rápida nas ações.
A empresa explicou que a recesão na China e o clima negativo gerado pela guerra entre EUA e Irã prejudicam a visão de lucro, especialmente para o custo de desenvolvimento da linha Neue Klasse, dedicada à eletrificação. A previsão reduzida surpreendeu analistas.
As ações chegaram a recuar até 11,5% na sessão desta quarta, marcando a maior queda intradiária em quase dois anos. O recuo acumula cerca de 27% no ano até o momento. A montadora também anunciou corte de custos para 2026, com impactos esperados na segunda metade do ano.
Desempenho financeiro e projeções
Walter Mertl, diretor financeiro, disse que as novas metas consideram vendas estáveis de aproximadamente 50 mil veículos por mês na China até 2025 e parte de 2026. No primeiro trimestre, o volume já caiu 10% ante o ano anterior.
O declínio se aprofundou em abril e maio, levando as vendas até maio a ficarem 17,6% abaixo do registrado no ano anterior. A empresa citou o aumento da competitividade de marcas locais e a menor demanda por veículos de alto motor na China.
Contexto estratégico
Antes das mudanças, a BMW vinha mantendo posição mais sólida entre as alemãs na transição para elétricos. A estratégia de manter opções de propulsão diversas ajudou a atenuar choques iniciais, mas não foi suficiente diante da fraqueza do mercado chinês.
Analistas destacam que a China, motor tradicional de margens elevadas, começa a favorecer marcas locais. A queda de demanda para carros não elétricos acentuou o desafio para a BMW e para rivais europeus. O impacto sobre a rentabilidade da Neue Klasse permanece incerto.
Reação de mercado e próximos passos
O CEO Milan Nedeljkovic, desde maio no cargo, supervisiona a expansão da linha Neue Klasse. A empresa afirmou que continuará com o programa de redução de custos e manterá o ritmo de dividendos e recompra de ações.
A BMW não informou se as medidas incluirão cortes adicionais de pessoal. A empresa prevê ainda uma queda nas entregas neste año, após sinalizar estabilidade anteriormente, com publicação dos resultados trimestrais marcada para 30 de julho.
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