- Brasil lidera o Ranking Mundial de Juros Reais, com 9,67% ao ano em junho, mesmo após corte de 25 pontos-base na Selic, que está em 14,25%.
- O segundo lugar fica com a Rússia, em 9,31%, seguido pela Turquia (5,57%) e pelo México (5,10%).
- O cálculo do juro real considera a inflação projetada para os próximos doze meses, estimada em 4,31% pelo relatório Focus do Banco Central.
- Se a Selic estivesse em 14,5%, o juro real chegaria a 10,09%; com corte de 0,50 ponto, cairia para 9,36%.
- Tensões entre Irã e Estados Unidos teriam reconfigurado as projeções de inflação global, influenciando o ranking.
O Brasil segue liderando o ranking mundial de juros reais, mesmo após o recente corte de 25 pontos-base na Selic. A taxa real chegou a 9,67% ao ano em junho, com a Selic em 14,25% ao ano. A conta considera a inflação projetada para os próximos 12 meses.
A divulgação é da Money You e da Lev Intelligence. Segundo o estudo, a Rússia fica em segundo lugar, com 9,31%, seguida pela Turquia, México, e outros países emergentes. A diferença entre países reflete trajetórias de inflação e políticas monetárias distintas.
Se o BC mantivesse a Selic em 14,5%, o juro real brasileiro chegaria a 10,09%. Com queda de 0,50 p.p., cairia para 9,36%. O relatório aponta impactos das tensões entre Irã e EUA nas projeções globais de inflação.
O levantamento explica que ajustes nas projeções de inflação elevadas, em várias nações, criam cenários de juros reais mais baixos ou até negativos, ainda sob cenário externo desafiador. O cálculo do Brasil utiliza a inflação projetada de 4,31% para os próximos 12 meses.
| Rank | País | Juros reais |
| —- | —- | ——— |
| 1 | Brasil | 9,67% |
| 2 | Rússia | 9,31% |
| 3 | Turquia | 5,57% |
| 4 | México | 5,10% |
| 5 | África do Sul | 3,74% |
O índice de 9,67% resulta da inflação projetada para junho de 2027, estimada em 4,31% segundo o Focus do Banco Central, aplicada sobre a taxa DI de vencimento mais líquido. O estudo usa o cálculo do economista-chefe Jason Vieira.
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