- O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, mantendo espaço para novas quedas conforme a evolução dos dados.
- A decisão enfatizou cautela diante do cenário inflacionário, sugerindo que os próximos movimentos dependerão da trajetória da inflação e das expectativas do mercado.
- A Arton Advisors afirma que o ciclo de cortes continua aberto, mas com menor previsibilidade e elevada dependência dos dados econômicos.
- O BC reconheceu sinais de desaceleração da atividade, porém destacou a recente aceleração econômica, a resiliência do mercado de trabalho e a piora dos indicadores de inflação.
- Riscos externos, como tensões no Oriente Médio, foram apontados como potencial fator de pressão sobre preços e de influência sobre a trajetória da inflação e dos próximos cortes.
O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, mas a mensagem central foi de cautela diante do cenário inflacionário. A decisão foi anunciada nesta sessão, com foco na evolução dos dados econômicos.
O Banco Central preservou espaço para novas reduções, desde que as perspectivas se confirme pelos próximos indicadores. A instituição sinalizou que o ritmo de queda depende do comportamento da inflação, da atividade e das expectativas do mercado.
Segundo Raphael Vieira, head de Investimentos da Arton Advisors, oBC reconhece o efeito da política restritiva sobre a economia, mas aponta fatores que exigem prudência no caminho futura. O ciclo de cortes permanece aberto, porém com menor previsibilidade.
Riscos para a inflação e fatores externos
Vieira aponta riscos que podem atrasar a convergência da inflação para a meta. Entre eles, a volatilidade no cenário internacional, em especial tensões no Oriente Médio que podem elevar preços de petróleo e commodities.
O BC manteve a avaliação de que a desaceleração da atividade está ocorrendo, mas ressaltou a recently acelerated recuperação econômica e a resiliência do mercado de trabalho. As medidas de inflação subjacentes também mostraram piora recente, destacando a cautela.
Para o analista, o BC enfatizou que a decisão dependerá mais dos dados do que de um calendário fixo. O foco está na evolução da inflação, das expectativas e da atividade, para orientar o próximo movimento da Selic.
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