- O IBC-Br subiu 0,5% em abril ante março, com avanço levemente abaixo da expectativa de 0,6%.
- Na comparação com abril de 2025, o indicador ficou 0,9% mais alto; no acumulado de doze meses, +1,6%, e no ano, +1,3%.
- Indústria avançou 0,4% e serviços, 0,3%; agropecuária ficou estável.
- A divulgação trouxe revisões da série histórica, incluindo março com queda menor do que a prevista e ajustes em janeiro e fevereiro.
- Analistas destacam consumo suportado pelo mercado de trabalho e estímulos fiscais, enquanto juros elevados freiam a atividade; o Copom pode manter a Selic em 14,25% e as projeções de crescimento para 2026 variam entre as instituições.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,5% em abril na comparação com março, já descontada a sazonalidade. O resultado ficou ligeiramente abaixo do esperado, que era de 0,6%. Em relação a abril de 2025, houve alta de 0,9%.
Com o avanço, o IBC-Br acumula 1,6% nos últimos 12 meses e 1,3% no ano. A alta foi puxada pela indústria, com aumento de 0,4%, e pelos serviços, que avançaram 0,3%. Agropecuária ficou estável e o chamado Ex-agro subiu 0,4%.
Terceiro avanço em quatro meses
O resultado, ainda que moderado, representa a terceira alta dos últimos quatro meses, acumulando 1,6% em 12 meses, conforme especialistas. A leitura reforça a percepção de resiliência da economia brasileira em meio a juros restritivos.
Segundo analistas, o desempenho também marca um recorde histórico da série. O movimento é visto como reflexo de demanda internalizada, com consumo das famílias mantido por estímulos fiscais e pelo mercado de trabalho aquecido.
Revisões alteram a fotografia do trimestre
O BC revisou a trajetória da atividade no início do ano, com março passando de queda de 0,67% para recuo entre 0,18% e 0,20%. Revisões em janeiro e fevereiro indicam início de ano mais forte do que o registrado anteriormente.
Economistas destacam que ajustes nas séries ajudam a suavizar a percepção de desaceleração abrupta. A votação entre especialistas aponta para impactos relevantes nas leituras futuras do PIB oficial.
Consumo alto versus juros restritivos
A economia segue um dilema de forças opostas: consumo sustentado por renda e estímulos contrasta com o aperto monetário. Especialistas veem que ganhos de transferências fiscais elevam a renda real, enquanto juros altos freiam investimentos.
Há ainda impactos de choques externos, como o preço do petróleo, que podem pressionar inflação e limitar cortes na taxa Selic. Analistas apontam que o Banco Central deve manter o aperto, pelo menos no curto prazo, até sinais claros de arrefecimento inflacionário.
Projeções e Selic
Mercado e especialistas discutem o ritmo de cortes na Selic. A expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, para 14,25%, com discurso cauteloso diante de incertezas globais. Some analistas indicam manutenção da taxa até o fim do ano.
Projeções para o PIB variam: algumas casas esperam crescimento próximo de 0,6% no segundo trimestre e entre 1,7% e 2,0% em 2026, sob cenário de demanda robusta, mas inflação ainda elevada.
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