- Inditex acorda subir salários em 12,5% até 2028 para cerca de 30 mil trabalhadores de lojas, com reajuste de 4% ao ano.
- Aposentam o aumento da Garantia de Ingresos Fijos Inditex (GIFI) e seus mínimos de 600 e 1.000 euros, com 4% de atrasos em 2025, e 4% em 2026, 2027 e 2028.
- Além do reajuste, há melhorias como adicionais de fim de semana e ajuste do cálculo do GIFI em áreas com jornada menor que 1.826 horas.
- Acordos incluem aumento de auxílios sociais e compensação de domingos e feriados em mais de 12% ao longo do período, além de novas ajudas por casamento/união estável, estudos, doença rara, trabalho remoto e empréstimo pessoal a juros zero.
- O entendimento também aborda licenças e permissões e a criação de um grupo de trabalho para harmonizar regras de licenças, férias e permissões.
Inditex fechou um acordo com o sindicato CC OO para elevar em 12,5% os salários de cerca de 30 mil trabalhadores de lojas até 2028. O ajuste envolve a Garantia de Ingresos Fijos Inditex (GIFI) e os seus pisos, com reajustes anuais de 4% até 2028. Também há atrasos pagos em 2025.
Além da remuneração, o acordo contempla melhorias em prêmios de fim de semana, aumento do valor por hora para trabalhadores a tempo parcial e revisão do cálculo da GIFI onde houver jornadas inferiores a 1.826 horas. Também haverá ampliação de auxílios sociais e compensação para domingos e feriados, com incremento anual de 4% até 2028.
Entre as novidades estão novas ajudas por casamento ou união estável, benefícios para estudo universitário, FP ou higher, e compensações por doenças graves. Também haverá remuneração de 0,30 euro/hora para trabalho remoto na rede Big Store e opção de empréstimo pessoal a juros zero. Licenças, permissões e um grupo de trabalho vão tratar da homogeneização regulatória.
Pacto comércio têxtil
O acordo com CC OO ocorre pouco tempo depois do pacto do comércio têxtil, firmado entre ARTE, Inditex, Mango, Tendam, Primark, Uniqlo e sindicatos. O acordo define condições mínimas para mais de 120 mil pessoas, com três anos de vigência a partir de 2026.
O novo marco prevê aumentos salariais de 3% ao ano para 2027 e 2028, com cláusula de revisão de 1% conforme o IPC. A jornada passa de 1.770 para 1.740 horas anuais até 2028, refletindo redução gradual da carga horária. Grupos profissionais vão de salário inicial a mais elevado, com o núcleo representativo concentrado no segundo grupo.
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