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Braskem cai 8,84% na B3 com resistência de credores

Braskem cai quase 9% na B3 com resistência de credores; reestruturação extrajudicial depende de apoio mínimo

Foto: Wikimedia
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  • Braskem (BRKM5) caiu 8,84% na B3, puxando as quedas do Ibovespa, em meio a movimentos de reestruturação financeira.
  • A Bloomberg informou que a companhia e a controladora IG4 Capital enfrentam resistência de credores para apoiar o plano de recuperação extrajudicial.
  • Ainda não houve adesão mínima exigida pela legislação para dar andamento ao processo, o que pode atrasar o cronograma previsto para iniciar até julho.
  • A disputa entre credores envolve percepção de tratamento desigual, com vencimentos próximos recebendo condições mais vantajosas e dúvidas sobre garantias e conversão de dívida em participação acionária.
  • Também preocupa a falta de aportes de novos recursos por acionistas, especialmente Petrobras e IG4, mantendo dúvidas sobre diluição de participações; Braskem e IG4 não comentaram; Petrobras não respondeu.

Ações da BraskemBRKM5 caíram forte na B3 nesta quinta-feira, 18, acompanhando o clima de incerteza sobre a reestruturação financeira. Os papéis chegaram a recuar quase 9%, diante de preocupações com o andamento do processo.

A desvalorização ocorreu após reportagem da Bloomberg indicar resistência de credores a uma proposta de recuperação extrajudicial da Braskem, controlada pela IG4 Capital. A menor adesão dificulta o avanço do plano.

Credores ainda não aderiram ao plano, segundo pessoas próximas ao assunto. A Braskem não conseguiu reunir o apoio mínimo exigido pela legislação para dar início ao procedimento de recuperação.

Crise de crédito e cronograma em risco

O cronograma inicialmente previsto, de iniciar formalmente a reestruturação até julho, passa a ficar incerto. A falta de consenso entre credores eleva o risco de medidas judiciais emergenciais para proteção da empresa.

Essa resistência tem como pano de fundo a alegação de tratamento desigual no plano, com favorecimento a determinados grupos de credores, principalmente para dívidas com vencimentos mais próximos.

Condições do acordo e participação de acionistas

Relatos indicam que credores com exposições de longo prazo podem sofrer perdas maiores. Além disso, muitos questionam a ausência de mecanismos de conversão de dívida em participação acionária.

Outro ponto em disputa é a ausência de aporte de capital novo. Petrobras, acionista relevante, e a IG4 Capital, controladora recente da Novonor, não teriam sinalizado investimentos adicionais.

Contexto financeiro e impactos

A Braskem enfrenta há anos dificuldades combinando problemas operacionais e condições do mercado petroquímico, com margens pressionadas e demanda fraca. O histórico inclui impactos ambientais ligados à exploração de sal-gema em Maceió.

Como medida, o plano prevê extensão de vencimentos, redução de juros e maior carência, sem aporte de capital novo nem conversão de dívida em ações.

Perspectiva e próximos passos

Para avançar a recuperação extrajudicial, a Braskem precisa, pelo menos, de um terço dos credores aderentes. Sem esse apoio, dificulta-se a implementação do acordo e a gestão da crise financeira.

As negociações continuam, com o mercado acompanhando a evolução do consenso entre credores e acionistas para evitar uma escalada da crise. Braskem e IG4 não comentaram o assunto; Petrobras não respondeu aos pedidos de posicionamento.

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