- O ministro dos Transportes, George Santoro, pediu mais transparência do Banco Central na definição da taxa Selic e criticou o patamar atual.
- Em inauguração da Ferrovia Estadual do Mato Grosso, ele afirmou que é preciso ampliar a divulgação de informações que embasam as decisões de política monetária.
- Santoro citou o Fed americano como exemplo, destacando a necessidade de maior transparência na metodologia, sem questionar a independência do BC.
- O ministro disse que mais clareza sobre o processo decisório pode favorecer uma agenda de redução de juros para apoiar investimentos em infraestrutura e em novos negócios.
- O Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual na última quarta, para 14,25% ao ano, a terceira queda seguida, em meio a inflação ainda pressionada e incertezas fiscais.
O ministro dos Transportes, George Santoro, pediu maior transparência do Banco Central na definição da taxa Selic e criticou o patamar atual, afirmando que juros elevados dificultam investimentos em infraestrutura. A declaração ocorreu durante a inauguração da Ferrovia Estadual do Mato Grosso.
Santoro destacou que não questiona a autonomia do BC, mas sim a forma de comunicação das decisões. Ele citou o Fed dos Estados Unidos como exemplo de transparência, lembrando que o banco central americano divulga metodologia e grava reuniões.
Para o ministro, clareza sobre o processo decisório ajudaria a criar uma agenda de redução de juros, o que, segundo ele, favorecerá o desenvolvimento de infraestrutura e de novos negócios no país.
Na avaliação de representantes do setor, a Selic em patamar elevado aumenta o custo do crédito e complica projetos de longo prazo. Na última quarta, o BC reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano.
A decisão marcou a terceira redução consecutiva, em meio a inflação pressionada, incertezas fiscais e tensões geopolíticas no Oriente Médio. A fala de Santoro ocorre em um momento de atenção aos impactos monetários sobre o investimento.
*A repórter viajou a convite da Rumo*
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