- Edifício Chopin, inaugurado em 1956 na Avenida Atlântica ao lado do Copacabana Palace, tem ao menos seis imóveis à venda, com valores entre R$ 14.735 e R$ 33.673 por m².
- Uma cobertura tríplex frontal de 860 m² está sendo ofertada por R$ 35 milhões (cerca de R$ 40.700 por m²).
- Proprietários que aparecem em sinais de venda ou aluguel incluem Narcisa Tamborindeguy (alugou um apt) e Gilberto Gil (venda de 344 m² por cerca de R$ 12 milhões); Maitê Proença vendeu em 2024; Fábio Porchat alugou recentemente.
- O condomínio é dividido em três blocos com perfis de preço distintos: frontais podem chegar a até R$ 31 mil por m², enquanto os laterais ficam em torno de R$ 16.200 por m².
- O tempo médio de venda é de cerca de 12 meses; o Chopin completa setenta anos em 2026, com reformas previstas no prédio.
O Edifício Chopin, inaugurado em 1956 na Avenida Atlântica, ao lado do Copacabana Palace, registra ao menos seis imóveis à venda. O condomínio é referência do modernismo carioca, com 12 andares e 60 unidades distribuídas em três blocos.
Os preços variam de 14.735 a 33.673 reais por m², dependendo do andar, da orientação e do estado de conservação. Uma cobertura tríplex de 860 m² é ofertada por 35 milhões de reais, acima da faixa média das unidades.
De olho no mercado, imobiliárias apontam que a disponibilidade pode ser maior ainda, com negociações diretas entre proprietários e compradores. Uma mesma unidade pode figurar em várias listas, com valores diferentes.
Quem deixou o Chopin
A socialite Narcisa Tamborindeguy vendeu uma de suas unidades após transferir-se para Ipanema. A proprietária de quatro imóveis alugou um apartamento para uso próprio e continuou com outras propriedades. Recentemente, mudou-se para o Cap Ferrat.
O músico Gilberto Gil colocou à venda o apartamento de 344 m², front alçado ao mar, por cerca de 12 milhões de reais. O casal Gil, desde 2019 no Chopin, diz que o espaço ficou pequeno para as reuniões familiares.
A atriz Maitê Proença vendeu uma unidade em 2024 por cerca de 4 milhões de reais. O humorista Fábio Porchat alugou recentemente um apartamento no condomínio, segundo reportagens locais.
Perfil dos compradores
O comprador típico é brasileiro, com presença crescente de estrangeiros desde 2022. Americanos e europeus aparecem entre contatos qualificados, motivados por segunda residência e diversificação patrimonial. O Chopin tem apelo histórico que transcende o mercado local.
Unidades frontais alcançam até 31 mil reais por m²; as laterais ficam em média em cerca de 16 mil reais por m². A demanda envolve bastante o critério de conservação e o índice de atualização dos imóveis.
O tempo médio de venda fica próximo de 12 meses, refletindo a raridade do produto e o cuidadoso alinhamento entre vendedor e comprador. O mercado não é de giro rápido, mas sim de negociação precisa.
Perspectivas e reformas
O Chopin completa 70 anos em 2026 e prevê reformas de portarias, academia e 146 câmeras. A síndica afirma que as melhorias devem ocorrer até outubro. O prédio mantém histórico reservado de quem entra e sai, com pouca rotatividade.
O histórico do prédio remete à arquitetura de Jacques Pilon, com execução de Franz Heep. Ao longo dos anos, figuras públicas ocuparam o endereço, que ocupa posição estratégica entre o Copacabana Palace e a orla.
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