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Crédito rural recebeu R$ 608 bi em recursos públicos desde 2013

Crédito rural recebe 608 bilhões de reais em recursos públicos desde 2013, com participação próxima a dezenove por cento do total até maio de 2026

Gráfico mostra a evolução do financiamento público na atividade agropecuária do Brasil
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  • O crédito rural recebeu 608 bilhões de reais de recursos públicos desde 2013, com o BNDES e fundos constitucionais entre as principais fontes.
  • Outros 678 bilhões foram contratados por meio de fontes de capital misto, com subsídios, equalização ou subvenção econômica.
  • A participação dos recursos públicos ficou em 19% do total em 2013, variando para 16,5% em 2023 e 21,4% em 2025; em 2026 até maio, correspondeu a 19% do total do ano.
  • O estoque total de crédito ligado ao agronegócio é de 1,226 trilhão de reais; a inadimplência considerada estressada subiu de 38 bilhões em jan/2024 para 196 bilhões em abr/2026.
  • O PL 5.122/2023, que prevê renegociação de dívidas rurais em eventos climáticos, foi aprovado pelo Senado em 10 de junho e segue para a Câmara; a Fazenda estima custo de até 139,8 bilhões de reais para a União, enquanto a bancada ruralista contesta os números.

O crédito rural brasileiro recebeu 608 bilhões de recursos públicos desde 2013, aponta levantamento do Poder360 com base em dados do Banco Central. BNDES, via Finame, e Fundos Constitucionais destacam-se entre as fontes, com participação de fundos como FNE, FCO e FNO.

Além disso, 678 bilhões foram contratados por meio de fontes de capital misto, que combinam recursos privados com subsídios, equalização ou subvenção econômica. Operações com recursos da LCA também entram nesse grupo, sob condições favorecidas.

Desde 2013, os recursos públicos responderam por cerca de 19% do total contratado no crédito rural. A participação variou de 16,5% em 2023 a 21,4% em 2025. Em valores, o volume público passou de 28,5 bilhões em 2013 para 76,9 bilhões em 2025, alta de 170%.

Situação recente do crédito rural

No acumulado de 2026, até maio, o crédito público foi de 22,4 bilhões, correspondendo a 19% do total do ano. O crédito atende produtores, cooperativas e empresas para safra, compras de máquinas e investimentos em infraestrutura logística.

Inadimplência e renegociação

A carteira rural considerada estressada aumentou de 38 bilhões em jan/2024 para 171 bilhões em jan/2026, chegando a 196 bilhões em abr/2026, segundo a FPA. O estoque total ligado ao agronegócio soma 1,226 trilhão, entre operações bancárias e extrabancárias.

Panorama legislativo e custos potenciais

O setor pressiona pela aprovação do PL 5.122/2023, que cria mecanismos de renegociação para produtores atingidos por eventos climáticos. O Senado aprovou a proposta em 10 de junho e encaminha à Câmara.

A Fazenda estima custo total de 139,8 bilhões para a União da linha especial de crédito, com impacto de 22,4 bilhões no superávit primário já em 2027. A bancada ruralista contesta os números, citando estimativas menores e defendendo poder ao Executivo para definir limites.

Detalhes da proposta e fontes de financiamento

O texto utiliza recursos já existentes em fundos públicos, como Fundo Social do Pré-Sal, além de fundos constitucionais FNE, FNO, FCO e Funcafé. A proposta é considerada autorizativa, sem obrigatoriedade de desembolsos, conforme a disponibilidade fiscal.

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