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Gestores de IA passam a transformar áreas estratégicas das empresas

IA transforma compras corporativas: compradores migram de funções operacionais para gestão estratégica, governança e análise de dados, orquestrando IA

Mônica Granza, fundadora e CEO da Smarkets | Divulgação
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  • A inteligência artificial já transforma áreas como atendimento, marketing, finanças e recursos humanos, e o setor de compras começa a passar pela mesma mudança.
  • O departamento de compras tende a migrar de atividades operacionais para funções estratégicas, de governança e de análise de dados.
  • O comprador passa a atuar como auditor do processo e orquestrador da IA, mantendo a curadoria de profissionais da área.
  • A automação deve reduzir burocracia, liberar tempo para negociações estratégicas, gestão de contratos e redução de custos, com impactos em indicadores financeiros.
  • O mercado ainda está em fase de Experimentação, com marketplaces corporativos e plataformas digitais integradas ganhando espaço, e habilidades de análise e tomada de decisão ganhando importância.

A inteligência artificial começa a redefinir a área de compras nas empresas, impactando desde cotações até gestão de aquisições. A tendência aponta para automatização de atividades repetitivas, liberando os compradores para funções estratégicas. Setores como atendimento, marketing e finanças já passaram pelo mesmo movimento.

Profissionais de compras passam a atuar como auditores de processos e gestores de governança de IA, em vez de executar tarefas transacionais. A visão é de maior controle sobre o fluxo de aquisição, com a tecnologia executando tarefas operacionais e o talento humano olhando para negociações, contratos e estratégia.

A automatização prometida pode reduzir burocracia interna e custos administrativos. Processos de compra, hoje lentos por múltiplas etapas, devem ganhar agilidade com IA, mantendo supervisão humana para garantir governança e conformidade.

Segundo a fundadora da Smarkets, a função do comprador deixa de ser operacional para tornar-se mais estratégica. A ideia é que a inteligência artificial orquestre o processo, com o profissional orientando e avaliando as decisões da máquina.

A empresa aponta ganhos potenciais de produtividade e redução de estruturas administrativas voltadas a atividades sem valor estratégico. O foco passa a ser atividades que gerem maior retorno financeiro.

Ainda que o mercado trate a IA como acelerador, especialistas ressaltam que o cenário atual é de experimentação. Empresas testam como automatizar sem comprometer governança, compliance e controle.

Para a Smarkets, o momento representa um grande laboratório de IA. O horizonte não está definido, mas tendências começam a aparecer. Além da IA, marketplaces corporativos e plataformas integradas ganham espaço.

A executiva afirma que a IA terá papel central, sem substituir completamente pessoas. A transformação deve privilegiar habilidades de análise, gestão e tomada de decisão, cada vez mais valorizadas pelos profissionais de compras.

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