- Um grupo de 112 empresas assinou manifesto divulgado em 22 de junho de 2026 defendendo que a eletrificação seja central na estratégia econômica dos governos para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
- As multinacionais somam receitas anuais de cerca de US$ 1,5 trilhão; a Natura é a única empresa brasileira entre as signatárias.
- O documento diz que a volatilidade dos combustíveis fósseis atrasa investimentos, prejudica a competitividade e desestabiliza cadeias de suprimentos.
- O texto exige reformas governamentais para o mercado elétrico, melhoria das redes de transmissão e aceleração de licenças para projetos de energia limpa.
- A divulgação ocorreu na London Climate Action Week, alinhada à meta da COP31 de que a eletricidade responda por 35% da demanda global até 2035.
O grupo de 112 empresas lançou um manifesto que defende a eletrificação como eixo central da estratégia econômica de governos. O texto foi divulgado na London Climate Action Week, em 22 de junho de 2026, visando reduzir a dependência de combustíveis fósseis e sua volatilidade.
O documento afirma que a exposição a preços voláteis dos combustíveis prejudica investimentos e competitividade, além de desorganizar cadeias de suprimentos. A meta é acelerar a transição energética com reformas públicas claras.
Coordenado pela We Mean Business Coalition e pela Global Renewables Alliance, o manifesto aponta a necessidade de redes elétricas robustas, desenho de mercado adequado e licenças mais rápidas para projetos de energia limpa.
Signatários e contexto
Entre as signatárias, há Nestlé e Roche (Suíça), Ikea e Volvo Cars (Suécia), Uber e Levi Strauss (EUA), Mahindra Group (Índia), Hitachi (Japão) e EDF (França), além da Natura (Brasil). A lista completa reúne companhias de vários setores.
A divulgação ocorreu na abertura da London Climate Action Week, influenciada pelas mudanças no mercado global de combustíveis e pelo papel de ações climáticas no cenário internacional. O movimento também dialoga com metas da COP31, sediada pela Turquia.
Segundo o manifesto, tecnologias de eletrificação já estão disponíveis para transporte, edifícios e indústria. Pesquisas indicam que 90% dos líderes esperam eletrificar operações em até uma década.
Observa-se ainda que o grupo defende reformas governamentais para estimular a transição, com foco em mercado elétrico, transmissão e licenciamento de projetos de energia limpa.
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