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Blackstone planeja investir US$ 30 bilhões em data centers de IA no Japão

Blackstone planeja investir US$ 30 bilhões em data centers de IA no Japão nos próximos três a cinco anos, mirando mais de um gigawatt de capacidade

Jonathan Gray, presidente, da Blackstone — Foto: Divulgação
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  • Blackstone planeja investir US$ 30 bilhões em data centers de IA no Japão nos próximos três a cinco anos.
  • Atualmente, a empresa já tem capacidade superior a 500 megawatts no Japão e busca desenvolver instalações com mais de 1 gigawatt.
  • As parcerias incluem Anthropic e Google, para ajudar empresas a instalar IA e fornecer capacidade computacional a clientes.
  • Gray diz que o principal risco não é uma bolha, e sim a escassez de recursos computacionais, com impacto significativo esperado na saúde.
  • A Blackstone pretende acelerar investimentos em private equity no Japão, posicionando o país como mercado tão relevante quanto a Índia; o grupo lançou em junho seu maior fundo asiático, de US$ 13,1 bilhões.

A Blackstone planeja investir US$ 30 bilhões em data centers de IA no Japão nos próximos três a cinco anos, segundo o presidente e COO Jonathan Gray. A estratégia busca ampliar a capacidade computacional do grupo no país, diante de riscos de escassez.

Atualmente, a empresa já desenvolve instalações no Japão com capacidade superior a 500 megawatts e negocia projetos que podem ultrapassar 1 gigawatt, equivalente à produção de um reator nuclear. A meta é ampliar significativamente a infraestrutura para IA.

Gray afirmou que, embora a Nvidia domine o mercado de chips, há espaço para mais de um concorrente, citando Google e Amazon como potenciais desafiantes. A Blackstone trabalha com Anthropic e Google para oferecer soluções de IA aos clientes.

Parcerias e visão de ecossistema

A Blackstone mantém acordos com Anthropic para ajudar empresas a implantar IA e com o Google para fornecer capacidade computacional de IA. Essas parcerias são vistas como forma de capturar o ecossistema completo de IA.

O momento do mercado de IA é descrito como inicial, com preocupação de bolha no setor de sistemas computacionais, mas Gray vê maior risco na escassez de recursos. A empresa enfatiza o papel da IA na saúde, na descoberta de medicamentos e no tratamento personalizado.

Foco no Japão e private equity

A companhia também pretende acelerar investimentos em private equity no Japão. Em junho, lançou seu maior fundo asiático, de US$ 13,1 bilhões, e o Japão passa a ser considerado tão relevante quanto a Índia entre os destinos do fundo.

Gray citou setores de interesse como manufatura avançada, componentes elétricos, robótica e defesa. A Blackstone já atua nesses setores com investimentos no país e busca ampliar a presença com novos recursos.

Volatilidade de resgates e desempenho

Em junho, a Blackstone restringiu alguns pedidos de resgate de seu principal fundo de crédito privado a investidores de varejo. O executivo indicou que os pedidos devem aumentar no curto prazo, mas devem diminuir com o tempo.

O desempenho desses produtos será determinante para a evolução do portfólio, segundo Gray, que acredita que o prêmio observado atualmente pode se estabilizar no longo prazo. A empresa reforça o papel de gestão para enfrentar o novo ambiente.

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