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PF mira fraudes no sistema financeiro e bloqueia até R$ 670 milhões do Digimais

PF deflagra Operação Miragem contra Banco Digimais, de Edir Macedo, por fraude contábil; bloqueio de bens até R$ 670,3 milhões e buscas na manhã desta terça

Polícia Federal participa de operação em São Paulo
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem para desarticular esquema fraudulento no Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo; nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos e houve afastamento de sigilos, bloqueio de bens e sequestro de até R$ 670.348.945,70.
  • A investigação aponta manipulação de balanços e ocultação da real situação econômico-financeira da instituição, com supervalorização de ativos e receitas de centenas de milhões de reais.
  • Os investigados podem responder por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas, conforme a Lei nº 7.492/1986.
  • O Banco Digimais foi criado em 1981 como Banco Renner, passou a Digimais em 2020 e Edir Macedo assumiu o controle integral na mesma década; em janeiro de 2025 houve transferência de controle para Maurício Quadrado (grupo BlueBank), que não concluiu a papelada.
  • Em abril deste ano, o BTG Pactual anunciou acordo para comprar o Digimais, mas a transação não foi concluída, dependendo de aprovações regulatórias do Banco Central e do Cade.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem para desarticular um esquema fraudulento no Banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo, fundador da IURD. A operação ocorre na manhã desta terça-feira (23) em São Paulo, com o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão. Ao todo, mais de 50 agentes participam.

Macedo aparece como investigado por ser proprietário do banco. A ação envolve o afastamento de sigilos bancário e fiscal, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 670.348.945,70.

Relatórios do Banco Central indicaram irregularidades graves na condução dos negócios pelos administradores. O inquérito aponta manipulação de balanços para ocultar a real situação econômico-financeira e apresentar solvência aos órgãos de controle.

O esquema, segundo as investigações, envolvia supervalorização de ativos e geração artificial de receitas de centenas de milhões de reais. Os investigados poderão responder por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos e operações de crédito vedadas.

Contexto do Digimais

O Digimais foi criado em 1981 em Porto Alegre como Banco Renner e mudou de controle até virar banco digital em 2020. Nessa época, Edir Macedo passou a deter o controle integral da instituição.

Em 2025, Macedo transferiu o controle ao empresário Maurício Quadrado, integrante do grupo BlueBank, que chegou a desistir do negócio por dificuldades do mercado. O Cade já tinha aprovado a mudança de controle.

Em abril, o BTG Pactual, liderado por André Esteves, informou acordo para comprar o Digimais. A conclusão dependia de propostas concorrentes e das aprovações regulatórias, incluindo BC e Cade. A transação não foi finalizada.

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