- Ibovespa caiu 0,44%, fechando aos 170.506,66 pontos, pressionado principalmente pelas petrolíferas, com Petrobras e PRIO entre as maiores quedas.
- Cotações do petróleo derrubaram o humor no mercado: Brent caiu 4,33% para US$ 73,74 o barril e WTI caiu 3,92% para US$ 70,34 o barril.
- Dólar avançou 0,29%, cotado a R$ 5,202, acompanhando a força global da divisa diante de juros internacionais elevados.
- Alonso setores domésticos buscaram conter perdas: construtoras fecharam em alta, com destaque para TEND3, EZTC3 e MRVE3, enquanto o varejo também subiu, com C&A entre as maiores altas.
- Bradesco liderou o volume da sessão, fechando em queda de 0,95%, enquanto mineradoras contribuíram para a pressão de baixa do índice.
O Ibovespa fechou nesta quarta-feira (24) em queda de 0,44%, aos 170.506,66 pontos. Apesar de ter atingido máximas intradiárias acima de 171 mil, o índice perdeu fôlego com a piora de setores ligados ao petróleo.
Durante o pregão, o maior destaque ficou com a queda das plataformas de óleo e gás, pressionadas por commodities em baixa e ganhos de lucros. O volume financeiro somou R$ 27,60 bilhões.
A sessão respondeu a um movimento de ajuste após ganhos recentes, segundo o economista Fabio Louzada, da B7. Ele aponta que houve realização de lucros no mercado brasileiro.
Petróleo despenca e pesa sobre Petrobras
O Brent para agosto recuou 4,33%, a US$ 73,74 o barril, e a WTI caiu 3,92%, a US$ 70,34. Os preços atingiram os menores patamares desde o início das tensões no Oriente Médio.
Relatos indicam que navios voltaram a navegar pelo Estreito de Ormuz, reduzindo temores de interrupção na oferta global. A leitura de menor risco nesse aspecto afetou negativamente ações ligadas ao petróleo.
Petrobras, PRIO, PetroRecôncavo e Brava Energia registraram quedas entre as principais acionistas do setor. PRIO3 caiu 3,07%, PETR3 recuou 2,80% e PETR4 caiu 2,44%.
Além do petróleo, mineradoras e siderúrgicas contribuíram para o recuo do índice. A avaliação aponta que a frustração com o setor impactou companhias de maior peso na bolsa.
Dólar sobe e acompanha o cenário externo
O dólar comercial fechou em alta de 0,29% frente ao real, a R$ 5,202. O índice DXY subiu 0,19%, sinalizando força global da moeda norte-americana.
Ao longo do dia, o câmbio oscilou entre R$ 5,188 e R$ 5,222. O movimento é visto como reflexo da percepção de juros internacionais mais elevados por mais tempo.
Especialistas ressaltam que o aperto monetário global reduz o apetite por risco em mercados emergentes, fortalecendo o dólar e favorecendo ativos de proteção.
Construtoras e varejo freiam perdas
Setores ligados à economia doméstica mostraram desempenho positivo, amenizando o recuo do Ibovespa. Construtoras apresentaram altas ao longo do pregão.
TEND3, EZTC3, MRVE3, CURY3 e DIRR3 ficaram entre as maiores altas do dia. Cyrela liderou os ganhos entre peso pesado do setor, com alta de 4,72%.
O varejo também contribuiu para a trégua, com C&A em alta de 8,46%, seguida por Cyrela (4,72%), Assaí (4,16%), Vivara (3,38%) e Hypera (2,80%). A queda dos juros futuros ajudou esse movimento.
Para o analista, a baixa dos juros futuros elevou ações de consumo, varejo e construção, como C&A, Cyrela, Cury e Assaí.
Panorama internacional
Nos Estados Unidos, os índices fecharam sem direção única, com o Dow Jones em alta de 0,36%, o S&P 500 estável e o Nasdaq em queda de 0,43%.
Esses movimentos ajudaram a moldar o ambiente global de investimentos, com atenção aos resultados corporativos da Micron e à recuperação de ações de setores cíclicos.
Destaques da sessão
Entre as maiores altas, destacaram-se CEAB3, Cyrela, ASAI3, VIVA3 e HYPE3. Entre as maiores baixas, AZZA3, CSNA3, PRIO3, PETR3, MBRF3 e PETR4.
O Bradesco (BBDC4) teve maior volume entre os ativos negociados, encerrando com queda de 0,95%.
Entre na conversa da comunidade