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Isenção de kits de carros elétricos beneficia consumidor, afirma ministro

Ministro defende renovação de cotas zero para kits de carros elétricos, dizendo beneficiar consumidor e produção local, apesar de críticas do setor

Na imagem, o ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Márcio Elias Rosa
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  • O ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Márcio Elias Rosa, defendeu a renovação das cotas de importação com alíquota zero de veículos elétricos e híbridos desmontados e semidesmontados (SKD/CKD), anunciada em 24 de junho de 2026.
  • A medida, disse Rosa, favorece os consumidores e mantém o Brasil aberto à produção local, com apoio a quem quiser montar no país.
  • A decisão foi tomada pela Gecex-Camex e deve beneficiar principalmente a BYD, que já produz no Brasil com SKD e avança para CKD em Camaçari, na Bahia.
  • Associações de fabricantes criticaram a prorrogação, afirmando que a medida gera distorções no mercado, reduz previsibilidade e pode afetar investimentos anunciados.
  • O regime mantém o limite de 463 milhões de dólares por seis meses, a partir de 1º de julho; acima desse valor, há tarifa de 35% para SKD e 14% para CKD, enquanto importação de carros montados continua fora.

O ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Márcio Elias Rosa, defendeu nesta quarta-feira (24.jun.2026) a renovação das cotas de importação com alíquota zero para kits de veículos elétricos e híbridos desmontados e semidesmontados. A medida, segundo ele, beneficia sobretudo o consumidor e mantém o Brasil aberto a produção local.

Rosa afirmou que a decisão foi tomada para estimular montadoras a se instalada no país e a produzir aqui, com acesso a linhas de financiamento. A declaração ocorreu no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação, que destacou a abertura para quem quer investir.

A renovação, anunciada pela Gecex-Camex, deve favorecer principalmente a BYD, que já iniciou produção no Brasil com veículos SKD e planeja CKD na fábrica de Camaçari, na Bahia. O setor produtivo questiona o impacto do benefício no mercado.

Críticas do setor

Associações brasileiras de fabricantes de veículos criticaram a prorrogação, alegando distorções no mercado automotivo e menor previsibilidade para investimentos. Segundo eles, a medida pode prejudicar setores relacionados e alterar planos já anunciados.

Rosa rebateu as contestações, dizendo que a decisão facilita o funcionamento do mercado e gera empregos. Segundo o ministro, empresas que não fabricarem no Brasil ficam sem acesso às linhas de financiamento.

Detalhes das cotas

As cotas para importação de kits de veículos elétricos terminaram em fevereiro de 2026, conforme cronograma governamental. As novas valerão por seis meses a partir de 1º de julho, com limite de US$ 463 milhões. Acima do teto, permanecem 35% para SKD e 14% para CKD, sem contemplar carros montados.

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