- Mercados projetam alta de juros dos EUA após a reunião da Reserva Federal sob Kevin Warsh, com probabilidade acima de cinquenta por cento de elevação após o verão.
- O cenário aponta uma segunda alta ainda neste ano, com expectativa de terminar 2026 entre quatro e quatro vírgula vinte e cinco por cento.
- O dólar se fortalece ante o euro, que cai a mínimos de doze meses, impulsionado pela diferença de trajetória monetária entre Fed e BCE.
- O BCE, liderado por Christine Lagarde, sinaliza necessidade de menos aperto adicional, apontando que pressões de curto prazo devem recuar e inflação converge para a meta.
- Dados da eurozona sugerem arrefecimento das pressões inflacionárias; o mercado já antecipa menos aumentos até o fim do ano, e rendimentos de curto prazo na Alemanha caem.
O mercado elevou a probabilidade de alta de juros nos EUA para além do verão, impulsionando o dólar a máximos de 12 meses. Futuros apontam mais de 50% de chance de elevação em setembro e novas altas até o fim do ano. A conversa veio após a última reunião da Fed.
A reunião marcou o início da gestão Warsh e sinalizou um viés mais restritivo. A inflação persiste acima de 2% há cinco anos, com incertezas sobre o impacto da guerra no Oriente Médio na energia e na economia dos EUA. O mercado reagiu com força.
Expectativas de política monetária
Os contratos de fundos federais indicam alta depois do verão, com probabilidade acima de 50%. O cenário de manter os juros ficou em 31%, enquanto a chance de ação já na próxima reunião passou de 8,5% para mais de 36%.
Perspectivas para 2026 e impactos no câmbio
Analistas projetam segunda alta até o fim do ano, levando os juros do Fed para 4-4,25%. Bank of America prevê aumentos em setembro, outubro e dezembro. O dólar ganha atratividade frente ao euro, que recuou para mínimos de junho de 2025, com o euro abaixo de 1,14 dólar.
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