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Ouro cai abaixo de US$ 4.000 a onça pela primeira vez desde novembro

Ouro cai abaixo de 4.000 dólares a onça pela primeira vez desde novembro, sob pressão de altas de juros e busca por liquidez diante do Oriente Médio

Lingotes de oro almacenados en una cámara acorazada en Múnich, Alemania, el 28 de enero de 2026, el día que el metal alcanzó sus máximos históricos, por encima de los 5.400 dólares.
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  • O preço do ouro caiu abaixo de 4.000 dólares a onça pela primeira vez desde novembro, fechando em 4.008 dólares no fim da sessão europeia.
  • A perda acumulada é de cerca de 25% em cinco meses, após atingir máximos históricos em janeiro.
  • Investidores vendem ouro para obter liquidez em meio a incertezas e queda de ações, acelerando o recuo do metal.
  • Expectativas de novas altas de juros nos Estados Unidos, com inflação em 4,2%, pesam sobre o ouro e fortalecem o dólar.
  • Bancos como Deutsche Bank e Goldman Sachs reduziram as projeções para o ouro ao final do ano; há ainda previsão de recuperação, com demanda de bancos centrais permanecendo estável.

O ouro caiu abaixo de 4000 dólares a onça pela primeira vez desde novembro, após elevar-se a mais de 5400 dólares no início do ano. A cotação fechou perto de 4008 dólares na sessão europeia, ainda assim registrando queda de cerca de 25% em 2026 frente aos picos históricos.

A queda reflete a retirada de apelo de ativo de refúgio diante de incertezas e o peso das expectativas de alta de juros nos EUA. Investidores vendem ouro para obter liquidez e cobrir perdas em ações, enquanto dólar se fortalece e reduz o atrativo do metal.

Quem opera o mercado

Analistas avaliam que o ouro perde terreno frente ao dólar, influenciado pela inflação americana em 4,2% e pela expectativa de aperto monetário. A Reserva Federal manteve a taxa estável na última decisão, mas o mercado precifica possibilidade de alta após o verão.

Perspectivas e impactos

Futuros sobre fundos federais indicam probabilidade acima de 50% de alta após o verão, contrariando o cenário de apenas meses atrás. Um dólar mais forte tende a pressionar o ouro, assim como rendimentos de bônus atraem investidores conservadores.

Bancos revisitam previsões

Deutsche Bank e Goldman Sachs revisaram para baixo suas projeções de preço para o metal no final do ano, ainda sugerindo possibilidade de recuperação futura com demanda de bancos centrais estável. O World Gold Council aponta que 45% das entidades devem aumentar suas reservas este ano.

Previsões de preço

Goldman Sachs reduziu a projeção em 500 dólares, para 4900 dólares por onça. Economistas destacam que as metas tendem a ser conservadoras e sujeitas a rápidas mudanças conforme o cenário global evolua.

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