- O preço do ouro caiu abaixo de 4.000 dólares a onça pela primeira vez desde novembro, fechando em 4.008 dólares no fim da sessão europeia.
- A perda acumulada é de cerca de 25% em cinco meses, após atingir máximos históricos em janeiro.
- Investidores vendem ouro para obter liquidez em meio a incertezas e queda de ações, acelerando o recuo do metal.
- Expectativas de novas altas de juros nos Estados Unidos, com inflação em 4,2%, pesam sobre o ouro e fortalecem o dólar.
- Bancos como Deutsche Bank e Goldman Sachs reduziram as projeções para o ouro ao final do ano; há ainda previsão de recuperação, com demanda de bancos centrais permanecendo estável.
O ouro caiu abaixo de 4000 dólares a onça pela primeira vez desde novembro, após elevar-se a mais de 5400 dólares no início do ano. A cotação fechou perto de 4008 dólares na sessão europeia, ainda assim registrando queda de cerca de 25% em 2026 frente aos picos históricos.
A queda reflete a retirada de apelo de ativo de refúgio diante de incertezas e o peso das expectativas de alta de juros nos EUA. Investidores vendem ouro para obter liquidez e cobrir perdas em ações, enquanto dólar se fortalece e reduz o atrativo do metal.
Quem opera o mercado
Analistas avaliam que o ouro perde terreno frente ao dólar, influenciado pela inflação americana em 4,2% e pela expectativa de aperto monetário. A Reserva Federal manteve a taxa estável na última decisão, mas o mercado precifica possibilidade de alta após o verão.
Perspectivas e impactos
Futuros sobre fundos federais indicam probabilidade acima de 50% de alta após o verão, contrariando o cenário de apenas meses atrás. Um dólar mais forte tende a pressionar o ouro, assim como rendimentos de bônus atraem investidores conservadores.
Bancos revisitam previsões
Deutsche Bank e Goldman Sachs revisaram para baixo suas projeções de preço para o metal no final do ano, ainda sugerindo possibilidade de recuperação futura com demanda de bancos centrais estável. O World Gold Council aponta que 45% das entidades devem aumentar suas reservas este ano.
Previsões de preço
Goldman Sachs reduziu a projeção em 500 dólares, para 4900 dólares por onça. Economistas destacam que as metas tendem a ser conservadoras e sujeitas a rápidas mudanças conforme o cenário global evolua.
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