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PF mira maiores alvos na operação contra banco ligado a Edir Macedo

Operação da PF mira Banco Digimais, ligado a Edir Macedo, com bloqueio de bens de até R$ 670,3 milhões e nove mandados de busca

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  • A Polícia Federal deflagrou a operação Miragem em São Paulo para apurar suspeitas de fraudes ligadas ao Banco Digimais, ligado a Edir Macedo, com foco em manipulação de demonstrativos contábeis e registros regulatórios.
  • A Justiça autorizou nove mandados de busca e apreensão, além de quebras de sigilo fiscal e bloqueio ou sequestro de bens que podem chegar a R$ 670,3 milhões.
  • Entre os alvos estão pessoas físicas e duas empresas: Banco Digimais S.A. e ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.; investigados podem responder por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos e operações de crédito vedadas.
  • Edir Macedo figura na lista de alvos para medidas patrimoniais e fiscais, mas não houve mandado de busca contra ele, já que reside no exterior; o bloqueio de bens também o envolve.
  • O caso reacende a atenção sobre o Banco Digimais, com a instituição afirmando estar à disposição para esclarecer as apurações; ainda não há conclusão judicial.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, em São Paulo, contra fraudes financeiras associadas ao Banco Digimais. A investigação aponta manipulação de demonstrativos contábeis para ocultar a real situação financeira da instituição, ligada a Edir Macedo.

A PF autorizou nove mandados de busca e apreensão, além de quebras de sigilos fiscais e bloqueio ou sequestro de bens que podem chegar a 670,3 milhões de reais. As medidas visam rastrear patrimônio e movimentações.

Segundo apuração, a suposta manobra criaria aparência de solvência para viabilizar operações questionadas pelos órgãos de controle. O objetivo é esclarecer como os registros foram feitos e se houve tentativa de maquiar números.

Principais alvos e empresas

Entre os investigados estão pessoas físicas e empresas ligadas à estrutura investigada, como Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos, Rodrigo Ruggero, João Luiz Urbaneja, Thiago Rodrigues Urbaneja, José Roberto Giancoli Filho e Rodrigo Balassiano.

Também aparecem no radar financeiro o Banco Digimais S.A. e a ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.

O eixo da investigação é entender como as operações eram registradas e se houve inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis para burlar fiscalização. Os investigados podem responder por gestão fraudulenta, dados falsos e operações de crédito vedadas.

Edir Macedo e o contexto da apuração

Edir Macedo aparece na lista de alvo patrimonial e fiscal, mas não houve mandado de busca contra ele, pois reside no exterior. Mesmo assim, o bloqueio e o sequestro de bens também atingem o bispo, conforme decisão da Justiça, além da quebra de sigilo fiscal.

O foco permanece nas medidas para rastrear patrimônio, documentos e movimentações financeiras ligados à rede investigada. O Banco Digimais continua sob escrutínio à medida que as apurações avançam.

O que está em jogo

A operação reacende a atenção sobre a saúde do Banco Digimais e sua relação com o controle regulatório. A investigação busca esclarecer irregularidades que possam impactar a fiscalização financeira da instituição. O banco afirmou colaborar com as autoridades.

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