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Seth Klarman e Man Group investem em oportunidades no Brasil

Gigantes globais veem oportunidades em crédito corporativo brasileiro, diante de rebaixamentos de ratings e distorções de mercado, especialmente no setor de energia

O investidor Seth Klarman disse que vê oportunidades em ativos estressados no crédito corporativo no Brasil (Foto: Jeenah Moon/Bloomberg)
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  • O investidor Seth Klarman, da Baupost Group, citou crédito corporativo no Brasil como oportunidade durante uma conferência em Nova York, mencionando uma empresa brasileira que foi forçada a reestruturar a dívida.
  • A fala de Klarman ressalta a turbulência no mercado de títulos corporativos brasileiro, com rebaixamentos de até oito níveis de rating e quedas acentuadas de preços.
  • O Man Group, maior hedge fund listado, também vê oportunidades na América Latina e vê o Brasil como foco de valor, especialmente em setores com distorções de mercado.
  • Gestoras como Elliott Investment Management e Strategic Value Partners compraram dívida da Braskem, participando de negociações com credores e fortalecendo posições em parte dos títulos da empresa.
  • O contexto inclui defaults elevados desde 2023, juros altos e emissão de dívida em moeda forte em queda; em abril, 9 milhões de empresas estavam inadimplentes segundo a Serasa.

Seth Klarman, gestor da Baupost Group, destacou no início deste mês, em conferência em Nova York, oportunidades em ativos estressados. Entre as sugestões, citou crédito corporativo no Brasil, onde custos de financiamento ficaram próximos de patamares altos para duas décadas. A menção ocorreu durante perguntas da plateia sobre cenários de valor.

O comentário de Klarman não foi isolado. O Man Group, maior hedge fund listado, também sinalizou interesse em títulos corporativos da América Latina, incluindo o Brasil. A firma aponta que defaults entre emissores brasileiros parecem specifically idiossincráticos, não sinal de estresse sistêmico.

Contexto e temas centrais

Segundo o Man Group, o Brasil e a região se destacam como foco de oportunidades, especialmente em setores como óleo e gás, utilities, manufatura e transportes. A gestora administra mais de US$ 200 bilhões e vê spreads e preços pressionados pelo ambiente de crédito local.

No cenário brasileiro, o aperto financeiro e disputas judiciais, iniciados com defaults como o de 2023, pressionam balanços e mantêm spreads de papel de primeira linha relativamente apertos. Capital externo busca assimnes oportunidades em ativos de maior risco, com cautela.

Dinâmica de mercado e protagonismo de players globais

Além de apoiar operações no Brasil, gestores globais vêm reavaliando o perfil de crédito do país. A Elliott Investment Management e a Strategic Value Partners adquiriram dívida da Braskem, fortalecendo presença no diálogo com credores e mantendo posições em títulos internacionais da petroquímica.

Desempenho recente de fundos ligados a crédito brasileiro mostra volatilidade, refletindo tanto noticiário corporativo adverso quanto lucros eventuais em setores mais resistentes. Bancos, empresas de energia e utilidades aparecem entre os alvos de investimento.

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