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Banco Central aponta 79% de chance do IPCA superar meta em 2026

Banco Central aponta 79% de probabilidade de IPCA ficar acima da meta em 2026; 2027 apresenta 28% acima e 6% abaixo; 2028, 16% acima e 12% abaixo

Chance de IPCA ficar acima da meta em 2026 é de 79%, aponta Banco Central — Foto: Mediamodifier/Pixabay
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  • O Banco Central aponta 79% de chance de o IPCA terminar 2026 acima do teto da meta, e 0% abaixo do piso.
  • Para 2027, probabilidade de ficar abaixo é 6% e acima, 28%; para 2028, 12% abaixo e 16% acima, com meta contínua de 3% e intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.
  • Projeção de inflação aponta IPCA de 0,32% em junho, 0,26% em julho, 0,23% em agosto e 0,16% em setembro; acumulado em 12 meses fica em 4,81% (junho e julho) e 4,83% (setembro).
  • O BC projeta IPCA de 3,1% no acumulado de 12 meses até o quarto trimestre de 2028; para 2026 a inflação prevista é 5,2% e para 2027, 3,7%.
  • Em crédito, o BC mantém 9% de crescimento nominal para 2026; crédito direcionado sobe para 13,0% e crédito livre fica em 7,8% para 2026.

O Banco Central (BC) aponta, no Relatório de Política Monetária (RPM) de junho, que há 79% de chance de o IPCA terminar 2026 acima do teto da meta. A probabilidade de ficar abaixo do piso para 2026 é zero. A meta é de 3% com tolerância de 1,5 ponto.

Para 2027, a chance de o IPCA ficar acima da meta é de 28%, enquanto a de ficar abaixo é de 6%. Em 2028, o BC projeta 16% de probabilidade acima da meta e 12% abaixo. O sistema usa a meta contínua, onde o descumprimento ocorre após seis meses fora do intervalo de tolerância.

As projeções mensais do IPCA para 2026 variam de 0,16% a 0,32% ao mês, com acumulados de 4,8% em 12 meses. Em 2027, o acumulado é esperado em cerca de 4,9%. Em 2028, a inflação projetada fica próxima de 3,1% no acumulado de 12 meses.

O relatório reúne também estimativas para o PIB. O BC elevou a projeção de crescimento de 1,6% para 2,0% em 2026, citando surpresa positiva no 1º trimestre e melhora nos setores agropecuário e industrial. A demanda interna é apontada como um motor relevante.

Entre os setores, a expansão prevista é de 2,3% na indústria, 1,9% em serviços e 1,7% na agropecuária. Os setores menos cíclicos devem subir 2,1%, com apoio de indústria extrativa e atividades imobiliárias. Serviços de intermediação financeira têm projeção menor.

Para a demanda, o consumo das famílias passa de 1,4% para 2,1%, enquanto a formação bruta de capital fixo (FBCF) é revisada de 0,5% para 1,5%. As exportações avançam de 2,5% para 3%, e as importações, de 1% para 2%.

O BPM também aponta que, com o novo mecanismo, as projeções de inflação continuam associadas a fatores como hiato do produto, preços de petróleo e de derivados, além das expectativas inflacionárias. O BC mantém o foco em política monetária contracionista.

No campo do crédito, o BC manteve a previsão de crescimento nominal de 9% para o estoque de crédito em 2026. As linhas para pessoas jurídicas passam de 8,2% para 7,8%, e para pessoas físicas sobem de 9,5% para 9,8%.

Para o crédito livre, a projeção caiu de 8,1% para 7,8%, enquanto o direcionado subiu de 10,2% para 10,7%. O aumento do crédito direcionado está ligado principalmente a financiamentos a empresas.

O BC detalha que a alta no crédito direcionado reflete ajustes no programa Desenrola para micro e pequenas empresas, além de flexibilidades do Pronampe. Já o crédito livre permanece mais vulnerável a condições de juros e câmbio observadas na economia.

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