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Brasil busca captar 5 bilhões de yuans em 1ª emissão de títulos na China

Brasil mira captar 5 bilhões de yuans na primeira emissão de Panda Bonds em 2 a 3 meses, ampliando a relação com a China e a redução da dependência do dólar

A 1ª emissão de títulos soberanos brasileiros em yuans deve ser realizada de 2 a 3 meses; na imagem, cédulas de yuans
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  • Brasil pretende captar 5 bilhões de yuans na primeira emissão de Panda Bonds, conforme informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista à Reuters.
  • A operação deve ocorrer nos próximos 2 ou 3 meses, caso seja concretizada, marcando a maior emissão de um país estreante nesse formato.
  • O montante estimado supera a emissão da Eslovênia, que levantou 4 bilhões de yuans em abril.
  • A iniciativa aponta para maior integração com a economia chinesa e redução da dependência do dólar, em meio aos esforços da China de internacionalizar a própria moeda.
  • Durigan formalizou o compromisso durante viagem à China, entregou carta de intenções no Banco Popular da China e reuniu-se com o governador Pan Gongsheng.

O Brasil mira captar 5 bilhões de yuans na primeira emissão de títulos soberanos em moeda chinesa, os Panda Bonds. A operação foi viabilizada pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, durante a visita à China.

Durigan anunciou à Reuters que a emissão deve ocorrer nos próximos 2 a 3 meses. O objetivo é ampliar a integração com a economia chinesa e reduzir a dependência do dólar, fortalecendo a participação brasileira em projetos com o yuan.

A ação foi selada na sede do Banco Popular da China, onde o ministro entregou a carta de intenções e se reuniu com o governador Pan Gongsheng. A iniciativa marca avanço na internacionalização da moeda chinesa.

Se confirmada, a emissão de 5 bilhões de yuans seria a maior feita por um país estreante nesse mercado, superando a Eslovênia, que levantou 4 bilhões de yuans em abril. A operação reforça o papel do Brasil como emissor em moeda chinesa.

Nos primeiros cinco meses de 2026, panda bonds subiram 246% frente ao ano anterior, totalizando 26,6 bilhões de yuans. Países como Cazaquistão e Paquistão já utilizam esse formato, além de bancos e empresas, como a Volkswagen.

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