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Picchetti afirma que comunicado do Copom geraria reação por ser diferente

Copom gera reação por linguagem pouco usual; BC afirma que balanço de risco assimétrico não exige resposta automática e guidance não é recomendado em tempo de incerteza

Presidente do BC, Gabriel Galípolo, e diretor Paulo Picchetti — Foto: Raphael Ribeiro/BCB
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  • O comunicado do Copom gerou reação do mercado por ser muito diferente do usual, segundo Paulo Picchetti.
  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que é normal o desejo por algum tipo de “guidance”, mas nenhum outro banco central faz isso e a literatura não recomenda em momentos de incerteza.
  • Galípolo afirmou que o balanço de risco assimétrico não exige reação mecânica da política monetária.
  • O Banco Central não indicou explicitamente que o balanço de riscos para a inflação era assimétrico, pois, segundo ele, isso já estava evidente na descrição de quatro riscos altistas e três baixos.
  • Picchetti destacou que a reação negativa do mercado também deveu à sinalização restrita sobre o passo futuro de política monetária e ao texto maior do comunicado, considerado fora do usual.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou durante a entrevista coletiva do Relatório de Política Monetária que o balanço de risco assimétrico não exige uma reação mecânica da política monetária. Segundo ele, o Copom não sinalizou explicitamente assimetria porque o cenário já mostrava, pela descrição de riscos, quatro fatores altistas e três baixistas para a inflação.

Paulo Picchetti, diretor de assuntos internacionais e interino de política econômica do BC, comentou que parte da reação do mercado ao comunicado decorreu da ausência de sinalização sobre os próximos passos da política monetária. Ele afirmou que o texto, mais longo que o usual, contribuiu para dificuldades de entendimento.

O diretor também destacou que o BC não vê valor em fazer sinalizações formais em um contexto de grande incerteza. Ainda segundo Picchetti, o parágrafo do comunicado buscava sintetizar discussões, o que gerou reação por ser diferente do padrão anterior.

Galípolo reforçou o argumento de que existe um desejo por algum tipo de orientação futura, mas ressaltou que nenhum outro banco central adota esse caminho, e a literatura não recomenda tal prática diante da incerteza. O posicionamento do BC é de cautela em relação a diretrizes futuras.

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