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Dólar encerra a semana em queda de 0,20%, cotado a R$ 5,17

Dólar encerra a semana com queda de apenas 0,20% a R$ 5,17; Ibovespa reverte abertura negativa, influenciado pela queda do petróleo e ajustes em juros

Em semana marcada por divulgações de dados de inflação e de atividade econômica que levaram mercados a ajustarem apostas nos juros americanos e brasileiros, petróleo voltou a ser negociado a preços praticados antes da guerra no Oriente Médio, dólar oscilou ao redor de R$ 5,17 e Ibovespa teve variação positiva
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  • Dólar fechou em R$ 5,17, queda de 0,20%, com a semana oscilando entre R$ 5,14 e R$ 5,22.
  • Ibovespa terminou o dia em alta após abertura negativa, acumulando ganho semanal de 3,2%, próximo de 174 mil pontos.
  • Brent caiu, com o petróleo negociado abaixo dos níveis anteriores à guerra, perto de US$ 71,82 a US$ 72,56 no fim da tarde.
  • No front macro, inflação e atividade dos Estados Unidos dificultam cortes de juros; no Brasil, IPCA-15 de junho ficou acima da meta e o mercado revisou as perspectivas de política monetária, enquanto o desemprego em maio foi de 5,6%.
  • Destaques corporativos: Braskem pediu proteção financeira; Axia planeja captação de até R$ 2 bilhões; Vale reagiu com alta, impulsionada pelo minério; Espaçolaser anunciou oferta de ações; Eneva informou recompra de ações.

O dólar fechou a sessão em queda leve, cotado a R$ 5,17, recuo de 0,20% ante o fechamento anterior. A variação ocorreu em meio a ajustes de juro e a volumes moderados no câmbio.

Na bolsa, o Ibovespa virou o pregão de abertura negativo e terminou perto do fechamento em alta. O índice encerrou em 173.347 pontos, após chegar a 171.590 pontos no início da sessão.

Ao longo da semana, o dólar oscilou entre R$ 5,14 e R$ 5,22, pressionado pela expectativa de altas de juros no Brasil e nos EUA. O recuo de hoje devolveu o câmbio ao patamar do fim da semana passada.

Mercado global e petróleo

Na pauta externa, o petróleo Brent caiu para níveis abaixo dos da guerra, com contrato agosto em US$ 72,56, recuperação parcial após ele ter atingido US$ 71,82 na sessão. O movimento refletiu menor viés geopolítico e foco em inflação e política monetária.

Nos EUA, indicadores mostraram inflação e PIB mais fortes, elevando receios de novas altas de juros. No Brasil, o IPCA-15 de junho ficou acima da meta, reforçando dúvidas sobre cortes adicionais de juros neste ciclo.

Cenário trabalhista e ações

A primeira leitura sobre o mercado de trabalho brasileiro mostrou desemprego em 5,6% em maio, o melhor nível desde 2012. Economistas apontam que a força de trabalho sustenta atividade e inflaciona o ambiente. A taxa reforça a dificuldade de cortes de juros.

Entre as ações, Braskem pediu proteção financeira por 60 dias em processo de mediação. As ordinárias subiram para R$ 5,92, as preferenciais caíram para R$ 6,50, em meio a reação do mercado.

Axia comunicou captação de até R$ 2 bilhões por debêntures, com duas séries atreladas ao CDI mais juros. A empresa de energia também fechou crédito de até R$ 3 bilhões com bancos para reforçar liquidez.

Vale acompanhou alta nos preços do minério de ferro no exterior, com ações estáveis em torno de R$ 78,65, após ganho recente no setor. A recuperação do minério ajudou papéis da mineradora, que compõem parcela relevante do Ibovespa.

Espaçolaser informou oferta secundária de ações, com preço de R$ 6,30, movimentando cerca de R$ 38,5 milhões. A liquidação está prevista para 30 de junho, após fechamento anterior em R$ 6,41.

Eneva anunciou recompra de até 23,1 milhões de ações, equivalente a 1,19% do total, com operação aberta até 24 de dezembro.

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