- Consórcio Nordeste garantiu 5,5 bilhões de reais em royalties de hidrelétricas para reduzir tarifas na região da Sudene, com economia prevista de até 5,8% nas contas de luz em 2026.
- A negociação com o governo federal e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) teve início em dezembro de 2025, como proteção aos consumidores nordestinos.
- O repasse será feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em parcelas mensais, com final prevista para janeiro de 2027.
- Os recursos serão creditados nas distribuidoras da região — Energisa Sergipe, Equatorial Alagoas, Neoenergia Coelba, Neoenergia Cosern e Neoenergia Pernambuco — para beneficiar apenas os consumidores cativos da Sudene.
- Além do desconto, o dinheiro dos royalties também servirá para ajustar o cálculo de perdas da Aneel, evitando que custos da região com restrições sejam repassados aos clientes.
Em uma articulação política entre governadores do Nordeste, o bloco assegurou 5,5 bilhões de reais em royalties de hidrelétricas. O objetivo é proteger consumidores cativos na área da Sudene em 2026, com desconto nas contas de luz.
O acordo envolve a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O repasse será realizado em parcelas mensais, com término previsto para janeiro de 2027.
O recurso será distribuído para distribuidoras da região, como Energisa Sergipe, Equatorial Alagoas, Neoenergia Coelba, Neoenergia Cosern e Neoenergia Pernambuco. Beneficiará apenas residências e pequenos comércios da Sudene.
Segundo o governador de Alagoas e presidente do Consórcio Nordeste, Paulo Dantas, o aporte mostra o protagonismo regional na geração de energia limpa. Ele ressalta a redução possível na conta de milhares de nordestinos.
O mecanismo também corrige fatores técnicos. O dinheiro dos royalties será usado para ajustar o cálculo de perdas da Aneel. Assim, custos de operação em áreas com restrições não recairiam diretamente sobre o consumidor final.
Detalhes do repasse
Os 5,5 bilhões financiarão um escudo tarifário em 2026, com economia estimada de até 5,8% para a energia residencial nordestina. O benefício contrapõe o reajuste médio de 8,6% previsto para o restante do país.
Impacto regional
A iniciativa reforça a postura de o Nordeste compensar custos operacionais com recursos de royalties de hidrelétricas. A medida também valoriza a produção de energia limpa da região diante de demais estados.
Entre na conversa da comunidade