- A diversidade deixa de ser apenas pauta de ESG e passa a ser fator estratégico; lideranças mais diversas ajudam na tomada de decisões, na inovação e na geração de valor a longo prazo, segundo a diretora de Listagem e Relacionamento da B3, Flavia Mouta.
- O Prêmio Selo Atena, da Opea, busca incentivar a presença feminina no mercado de securitização, com impactos positivos para empresas, investidores e o ecossistema de capitais.
- Na B3, mulheres representam trinta e cinco por cento da liderança; a empresa vê a diversidade como estratégia de negócio, promovendo ambiente interno mais inclusivo e estimulando boas práticas no mercado.
- As mulheres respondem por vinte e seis por cento dos investidores na bolsa, cerca de 1,7 milhão de pessoas; educação financeira e maior acesso ao mercado são caminhos apontados para ampliar participação.
- A representatividade gera novas lideranças; a B3 atua desde atração de talentos até desenvolvimento de lideranças femininas, buscando ampliar a presença feminina no mercado financeiro.
A diversidade deixou de ser apenas pauta de ESG e passou a ser fator estratégico para os negócios. Em entrevista, a diretora de Listagem e Relacionamento da B3, Flavia Mouta, afirmou que lideranças mais diversas favorecem decisões, inovação e geração de valor no longo prazo.
Ela participou do lançamento do Prêmio Selo Atena, iniciativa da Opea para incentivar a presença feminina no mercado de securitização. Segundo Márcia, ampliar a participação das mulheres beneficia empresas, investidores e o ecossistema de capitais.
A executiva reforçou que a B3 trata a diversidade como parte de sua estratégia. Como empresa listada, busca internalizar uma cultura inclusiva e, como infraestrutura do mercado, promover boas práticas entre as companhias.
Liderança diversa fortalece empresas
Para Flavia Mouta, elevar a presença feminina em cargos de liderança gera impactos concretos na performance. Ela destacou que equipes diversas ajudam na tomada de decisões e na gestão de riscos.
Na B3, as mulheres respondem por 35% das posições de liderança, um índice que deve crescer, segundo a executiva, à medida que a diversidade é tratada como estratégia de negócios.
Ela ressaltou o Anexo ASG, regulamento que incentiva empresas listadas e aceleradoras de captação a ampliar a participação feminina em diretorias e conselhos.
Mulheres no radar de investimentos
Mouta também aponta que ampliar a participação feminina entre investidores depende de educação financeira e maior acesso ao mercado. Hoje, mulheres representam 26% da base de investidores da bolsa, cerca de 1,7 milhão.
O caminho, segundo ela, passa por educação e acesso. Quando o mercado deixa de ser visto como assunto técnico distante, mais mulheres se sentem confiantes para investir.
A B3 tem aumentado iniciativas de educação financeira por meio de cursos, eventos e conteúdos, que aproximam o mercado da vida das pessoas. Entre os exemplos está o podcast O que tem na sua carteira, voltado a mulheres e com mais de 2,5 milhões de visualizações.
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