- A economia brasileira deve desacelerar em 2026, segundo o mercado, mas a composição da atividade deve mudar em relação a 2025.
- Haverá maior contribuição de componentes cíclicos, o que tende a dificultar o manejo da demanda pelo Banco Central.
- O dilema é manter o controle da inflação quando a atividade não desacelera de forma tão menos resistente.
- A leitura é de que, no fim de 2025, o BC pode ter superestimado a desaceleração da atividade, segundo analistas.
- O comentário de Stephan Kautz, da EQI Asset, reforça a ideia de que o Banco Central confiou excessivamente na desaceleração da atividade no fim do ano passado.
O cenário indica que o PIB brasileiro deve apresentar alta em 2026, mas com composição diferente da observada em 2025. Economistas avaliam que a contribuição de componentes cíclicos tende a aumentar, o que dificulta o BC em desaquecer a demanda e controlar a inflação.
Apesar da desaceleração esperada para o próximo ano, o entendimento é de que o impulso de curto prazo permanece vindo de fatores que variam conforme o ciclo, elevando o desafio de políticas de inflação. A leitura é de que o BC terá menos espaço para manobras rápidas.
Cenário para 2026: mudanças na composição do PIB
Economistas do mercado apontam que o peso maior de componentes sensíveis ao ciclo econômico pode exigir respostas mais graduais da autoridade monetária. A análise sugere que a trajetória de inflação ficará mais dependente de choques de demanda, o que demanda cautela na comunicação de política.
As discussões destacam ainda que a atuação futura do BC deverá considerar esse ajuste estrutural na economia, com foco em monitorar indicadores de atividade e expectativas. A avaliação é de que a demanda poderá se manter mais firme por mais tempo, exigindo vigilância constante.
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