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Citi vê pista limpa para Motiva e recomenda compra

Citi eleva Motiva a compra, apontando bom ponto de entrada após queda das ações e alavancagem sob controle frente ao capex previsto

A Motiva está avaliada em R$ 29,7 bilhões
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  • O Citi elevou a recomendação da Motiva para compra e aumentou o preço-alvo de R$ 15,00 para R$ 15,60, após a queda de mais de 18% desde o pico em 17 de abril.
  • A Motiva é avaliada em R$ 29,7 bilhões, com retorno real esperado de 11% e riscos de capex e alavancagem considerados sob controle pelos analistas.
  • O banco aponta que alterações contratuais em concessões devem adicionar 7,6% ao equity, elevando o backlog de capex da Motiva em 18% (ou 30% incluindo a rodovia Regis Bittencourt) e aumentando a alavancagem.
  • Investimentos previstos na Regis Bittencourt e em outras concessões podem exigir prorrogações contratuais e reajustes tarifários; solução híbrida com participação governamental por meio de parcerias público-privadas é considerada mais provável.
  • Às 11h10, as ações da Motiva subiam cerca de 2%, a R$ 15,06, com o valor de mercado de R$ 29,7 bilhões; o relatório ressalta que a geração de caixa e a execução são determinantes para sustentar os investimentos.

A Citigroup elevou a recomendação da Motiva Infraestrutura de neutra para compra, destacando um “bom ponto de entrada” após a queda recente das ações. O preço-alvo passou de R$ 15,00 para R$ 15,60, com a avaliação de que o valuation ficou mais atraente apesar dos riscos.

A demora na recuperação de curto prazo coincidiu com uma queda superior a 18% desde o pico de 17 de abril deste ano. O Citigroup afirma que a ação oferece retorno real estimado de 11% e que os riscos de capex e alavancagem parecem contidos, fortalecendo o cenário de investimento.

A análise ressalta que ajustes contratuais em concessões podem elevar o valor de equity da Motiva em relação ao valuation atual do banco. Segundo o Citi, o backlog de capex da empresa pode crescer substancialmente, mantendo o capex acima de R$ 10 bilhões por ano nos próximos quatro anos.

Detalhes do cenário de concessões

O banco projeta que as alterações contratuais em concessões, incluindo a possível participação na rodovia Regis Bittencourt, elevem o valor de equity da Motiva em 7,6%. Expecta-se que esse movimento aumente o backlog em até 30% se a rodovia for incluída, com impactos positivos na alavancagem.

Segundo o Citi, o leilão da Regis Bittencourt, previsto para 2026, pode render uma proposta da Motiva. O estudo analisa cenários de lance, considerando que a rodovia deve exigir investimentos elevados ainda neste período.

A instituição aponta que, apesar de investimentos previstos em torno de R$ 7 bilhões para a Regis Bittencourt, a geração de EBITDA e os reajustes tarifários devem atenuar a pressão no balanço. O governo projeta receita total de R$ 18 bilhões para o projeto.

Outros impactos e linha do tempo

A visão do Citi também aborda aditivos em concessões existentes, com incertezas regulatórias em ano eleitoral. Há expectativa de desdobramentos rápidos para SPVias, AutoBAn e as linhas 5 e 17 do Metrô de São Paulo, com possibilidades de prorrogações de contrato.

Estimativas indicam que 57% dos investimentos ficariam a cargo da Motiva, enquanto o governo compensaria 43% por meio de mecanismos de parceria público-privada. Mesmo assim, ascenção de tarifas e expansão de demanda estariam condicionadas a ajustes regulatórios.

As ações da Motiva subiam cerca de 2% por volta das 11h10, negociadas a R$ 15,06 na B3. A empresa é avaliada em aproximadamente R$ 29,7 bilhões, conforme a leitura do Citi após o anúncio da atualização de recomendação.

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