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Custos da encarcerção de mulheres nos EUA, segundo novo relatório

Reduzir pela metade o tempo de prisão de mulheres pode gerar até $94,1 milhões em Illinois e $102,7 milhões na Carolina do Norte, com aumento de crimes quase zero

Research found that it costs tens of thousands of dollars more each year to imprison women than men, and societal costs are even greater.
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  • Dois novos estudos do Council on Criminal Justice mostram que reduzir pela metade o tempo de prisão de mulheres poderia gerar economias significativas, com impacto mínimo sobre a segurança pública.
  • O custo anual por mulher presa fica entre 87 mil e 122 mil dólares, enquanto para homens é de cerca de 70 mil dólares; encargos com saúde especializada e populações menores elevam as despesas.
  • Caso as mulheres cumpram metade do tempo de pena, as economias estimadas chegam a até 94,1 milhões de dólares para Illinois e 102,7 milhões de dólares para a Carolina do Norte.
  • A redução do tempo de encarceramento feminino também poderia aumentar levemente as prisões anuais, mas apenas 0,3% em Illinois e 0,2% na Carolina do Norte, com a maior parte dos novos casos não violentos.
  • Os pesquisadores ressaltam que as contas não refletem o valor do trabalho não pago de cuidado familiar e atividades domésticas, estimado em cerca de 2,8 bilhões de dólares por ano.

DoIS relatórios do Council on Criminal Justice (CCJ) avaliam o custo da prisão de mulheres nos EUA e o impacto econômico de reduzir esse tempo de encarceramento. As análises mostram que a população carcerária feminina cresceu mais de 600% desde 1980, trazendo reflexos financeiros relevantes para o governo. O estudo principal aponta que manter mulheres na prisão é significativamente mais caro do que manter homens.

Segundo os pesquisadores, o custo anual por mulher sob custódia varia de cerca de US$ 87 mil a US$ 122 mil, frente a US$ 70 mil por homem. Custos adicionais vêm de necessidades de saúde específicas, incluindo atendimento durante a gravidez, além do tamanho menor da população feminina. A projeção aponta gasto de até US$ 34 bilhões por ano com prisão feminina em 2035.

Perspectivas econômicas

A segunda linha de estudo questiona a eficácia econômica dessas despesas. Ao reduzir pela metade o tempo de encarceramento de mulheres, o efeito sobre o crime seria mínimo, conforme cálculos com dados de Illinois e Carolina do Norte. As liberações antecipadas projetadas aumentariam, no máximo, 0,3% nas prisões de Illinois e 0,2% em North Carolina.

Estima-se que a redução do tempo de prisão pela metade poderia gerar até US$ 94,1 milhões em economia em Illinois e US$ 102,7 milhões na Carolina do Norte. Os autores ressaltam que o total pode subestimar o ganho, pois não considera o trabalho não remunerado de cuidados familiares e tarefas domésticas substituídas pela ausência da mulher.

Impacto familiar e social

O estudo destaca que grande parte das mulheres encarceradas é mãe, o que amplifica impactos sociais. Dados de relatos de ex-prisioneiras, como uma líder comunitária de Chicago, indicam que a retirada de uma mãe afeta a organização familiar e a rotina de crianças. Pesquisadores ressaltam a destabilização de famílias como efeito não contabilizado.

Dr. Stephanie Kennedy, diretora de políticas do CCJ, explica que o encarceramento feminino é dispendioso e que o perfil de risco é menor, em comparação com os homens. Ela afirma que políticas públicas devem considerar diferenças de gênero para entender os custos reais da justiça criminal.

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