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Governo deve enviar novo teto do MEI nesta semana; entenda mudanças

Governo encaminha ao Congresso projeto que eleva teto do MEI de R$ 81 mil para faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil e permite até dois trabalhadores

Avanço do texto, contudo, enfrenta a resistência do Palácio do Planalto contra uma pressão da Câmara dos Deputados, que tenta estender a correção para todas as faixas do Simples
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  • O governo tende a enviar ao Congresso nesta semana um projeto de lei para reajustar o teto do MEI, de R$ 81.000 para faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil, com implementação escalonada até 2028, e permitir contratação de até dois funcionários.
  • A proposta enfrenta resistência do Planalto diante de pressão da Câmara para estender a correção a todas as faixas do Simples Nacional, o que a Fazenda classifica como “pauta-bomba” com impacto de cerca de R$ 50 bilhões por ano.
  • O MEI, criado em 2008, facilita a formalização de autônomos com CNPJ, notas fiscais e direitos previdenciários, mediante uma guia de tributos simplificada.
  • Hoje, o limite de faturamento anual é de R$ 81.000 e é permitido contratar apenas um funcionário; a mudança visa facilitar o crescimento de negócios.
  • Enquanto o Executivo sustenta o reajuste apenas para o MEI, tramita na Câmara o PLP 108/2021, que propõe elevar também os tetos do Simples Nacional (microempresas de R$ 360 mil para R$ 869 mil e empresas de pequeno porte de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões), sob contestação da Fazenda por renúncia fiscal.

O governo federal encaminhará ao Congresso nesta semana um projeto de lei para reajustar o teto do Microempreendedor Individual (MEI). A proposta eleva o limite de faturamento anual de 81 mil reais para uma faixa entre 130 mil e 140 mil. O reajuste deverá ocorrer de forma escalonada até 2028.

Além do aumento do faturamento, o texto amplia a possibilidade de contratação: o MEI passaria a poder ter até dois funcionários, em vez de um. A proposta é discutida pela equipe econômica e pela área política do governo, com o objetivo de estimular o crescimento de microempreendedores formais.

A medida enfrenta resistência do Palácio do Planalto frente a uma pressão da Câmara dos Deputados. Parlamentares defendem estender a correção para todas as faixas do Simples Nacional, ideia que a Fazenda classifica como uma pauta-bomba, com impacto estimado em 50 bilhões de reais por ano.

Mudanças em debate e impactos

O MEI foi criado em 2008 para formalizar trabalhadores autônomos, oferecendo CNPJ, emissão de notas e direitos previdenciários. Em contrapartida, há uma guia mensal de tributos com valores reduzidos. O regime funciona como porta de entrada ao ecossistema de micro e pequenas empresas.

Atualmente, o limite de faturamento do MEI é de 81 mil reais por ano, e o empreendedor pode contratar apenas um funcionário. A proposta do governo busca ampliar o teto para 130 mil a 140 mil e permitir até 2 empregados, buscando maior escalabilidade dos negócios.

Tramita também na Câmara o PLP 108 de 2021, que discute a atualização de todas as faixas do Simples Nacional. O texto prevê elevar o teto de microempresas de 360 mil para 869 mil reais e o das empresas de pequeno porte de 4,8 milhões para 8,69 milhões.

A Fazenda sustenta que ampliar todas as faixas do Simples seria insustentável fiscalmente. Segundo o governo, a mudança indiscriminaria impactos significativos, estimados em cerca de 50 bilhões de reais anuais. A avaliação envolve a contrapartida de ajustes na arrecadação.

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