- Abradee afirma que redes elétricas já estão com planos de contingência para mitigar os efeitos do El Niño, com atuação redobrada entre setembro e dezembro.
- O El Niño é uma fase da ENSO, associada ao aquecimento das águas do Pacífico; os episódios costumam durar de nove a doze meses.
- Um investimento de R$ 260 bilhões no setor até 2030 visa tornar as redes mais resistentes diante de eventos climáticos extremos.
- Medidores inteligentes devem permitir que outras formas de energia cheguem a áreas atingidas, reduzindo o tempo de resposta em quedas de energia.
- A executiva destacou a necessidade de as cidades se prepararem cada vez mais para enfrentar o El Niño e demais eventos climáticos.
As distribuidoras de energia elétrica estão com planos de contingência e protocolos de atuação preparados para mitigar os impactos do El Niño, segundo Patricia Audí, presidente da Abradee. A executiva afirmou ao Poder360 que o cuidado tem sido redobrado diante da expectativa de intensificação do fenômeno.
O El Niño, fase da ENSO, costuma aquecer as águas do Pacífico equatorial e pode durar de 9 a 12 meses. A previsão é de que os efeitos sejam mais sentidos entre setembro e dezembro, impactando redes de distribuição.
Investimentos para aumentar a resistência das redes
Patricia Audi informou que parte de um investimento de cerca de R$ 260 bilhões no setor, até 2030, visa tornar as redes mais robustas. O planejamento inclui manter o atendimento em emergências e permitir que outras fontes de energia cheguem a áreas atingidas, reduzindo o tempo de reação a apagões.
Segundo a presidente da Abradee, o objetivo é assegurar que medidores inteligentes contribuam para menor tempo de interrupção no fornecimento, mesmo diante de eventos climáticos extremos. A iniciativa envolve a cooperação entre distribuidoras, agências reguladoras e governos.
Patricia Audi traz uma visão de longo prazo, com mais de 30 anos de atuação nos setores público, privado e internacional. Antes da Abradee, atuou como vice-presidente executiva no Santander e ocupou cargos no Ministério do Planejamento, Orçamento e Controle e na Controladoria-Geral da União.
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