- As rodadas de negociações entre Brasil e Estados Unidos para evitar o tarifaço têm sido tensas e mantidas em sigilo pelos participantes.
- O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pediu a redução das tarifas brasileiras sobre veículos automotores fabricados nos EUA. A alíquota do Mercosul sobre veículos é de 35%.
- Em uma das conversas, o Brasil pediu definir uma linha tarifária específica para identificar onde os americanos seriam mais competitivos; não houve resposta.
- Um negociador brasileiro argumentou que reduzir tarifas apenas para veículos dos EUA iria violar a cláusula da nação mais favorecida da Organização Mundial do Comércio (OMC).
- Sem avanço, as negociações podem não cumprir o prazo de 15 de julho para o tarifaço, e haveria possibilidade de ações judiciais para estender reduções para outras origens.
As negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos para evitar um tarifaço seguem marcadas por atritos internos, com sigilo mantido pelos participantes. Segundo relatos a que a CNN teve acesso, o USTR tem pressionado pela retirada de tarifas sobre veículos automotores fabricados nos EUA.
Um destaque é o pedido do Escritório do Representante Comercial da Casa Branca para reduzir as tarifas brasileiras sobre a importação de vehicles. A alíquota do Mercosul sobre esses itens é de 35%, elevada para padrões globais e já crítica para bens industriais.
Representantes do governo brasileiro mencionaram que o termo vehicles abrange diferentes tipos, incluindo elétricos, híbridos e a combustão, bem como carros de passageiros e utilitários. Eles pediram uma definição mais específica, chamada linha tarifária, para indicar maior competitividade.
Durante a reunião, um negociador brasileiro afirmou que baixar as tarifas poderia levar os consumidores a optar por carros chineses, em vez de americanos, o que poderia irritar o presidente dos EUA. O argumento foi rejeitado pelo time brasileiro.
Foi sugerida then uma redução seletiva apenas para veículos produzidos nos EUA, excluindo fornecedores globais. O governo brasileiro esclareceu que isso contraria a regra da nação mais favorecida da OMC, que exige abrangência ampla.
Os brasileiros acrescentaram que, mesmo que se aceitasse a exceção, haveria risco de ações judiciais no Brasil para estender a queda a outros fabricantes. Poderiam surgir liminares favoráveis a importadores de veículos de outras origens.
As conversas estagnaram e o prazo para um acordo até 15 de julho, fixado pelo USTR, parece improvável. O cenário atual indica impasse entre as partes e incerteza sobre o desfecho das negociações.
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