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Petróleo cai após acordo entre EUA e Irã

Acordo entre EUA e Irã eleva oferta global de petróleo e pressiona os preços; China continua fraca, enquanto a Opep+ pode ajustar a produção

Foto: Reprodução VEJA
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  • O preço do petróleo caiu no mercado internacional após o acordo entre Estados Unidos e Irã destravar parte da oferta global, com os contratos Brent revertendo ganhos do conflito.
  • Mais de sessenta milhões de barris represados voltaram ao mercado desde a assinatura, e a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos exportam volumes próximos aos níveis pré-guerra.
  • O petróleo iraniano voltou a ser negociado após sanções facilitadas, ampliando a oferta global.
  • A China segue com demanda fraca, reduzindo importações em cerca de 5 milhões de barris por dia em relação ao período anterior ao conflito e elevando descontos para atrair compradores.
  • O mercado continua atento a três pilares: manutenção do acordo com o Irã, estratégia da Opep+ para controlar a produção e eventual retomada da demanda chinesa, além da possível recomposição de estoques estratégicos.

O preço do petróleo recuou no mercado internacional após o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, que destravou parte da oferta global. A retomada das exportações e a liberação de milhões de barris represados abriram espaço para debates sobre um possível excesso de oferta nos próximos meses.

Contrato futuro do Brent devolveu os ganhos registrados durante o conflito, apesar de parte da produção do Oriente Médio ainda operar abaixo dos níveis pré-guerra. O mercado físico, por sua vez, sinaliza enfraquecimento, com oferta acima da demanda.

Oferta cresce e reduz temor inflacionário

A mudança de cenário diminuiu receios de pressão inflacionária por interrupção prolongada no fornecimento. Além da retomada das exportações, há expectativa de excesso de oferta que pode levar a Opep+ a ajustar a produção.

Agências e bancos como Morgan Stanley e Goldman Sachs destacaram, nesta semana, o risco de fornecimento acima da demanda ao longo do próximo ano. A sinalização alimenta especulações sobre ajustes estratégicos do cartel.

Exportações voltam a crescer

Antes da assinatura do acordo, países do Golfo já ampliavam embarques. Desde então, mais de 60 milhões de barris represados voltaram ao mercado internacional. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos exportam quase os níveis pré-guerra, com navegação no Estreito de Ormuz retomada.

O petróleo iraniano também voltou a ser negociado, após isenções de sanções concedidas pelos EUA. Mesmo assim, a China continua com demanda fraca, elevando o impacto sobre os preços.

Demanda chinesa e próximos passos

A China reduziu as importações de petróleo em cerca de 5 milhões de barris por dia em relação ao período anterior ao conflito e não retomou compras de forma significativa. Produtores oferecem cargas com descontos elevados para atrair compradores.

Analistas do Citigroup apontam que a ausência da China impede uma recuperação mais firme e amplia o excedente disponível no mercado. Nos meses seguintes, ficará dependente do comportamento da demanda chinesa.

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