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População de rua no Brasil dobra em três anos e meio de governo Lula

CadÚnico registra alta de moradores de rua desde 2022, atingindo 392,4 mil em junho de 2026, com debates sobre subnotificação e efeitos de políticas públicas

A população registrada como em situação de rua no Brasil praticamente dobrou desde o início do terceiro mandato de Lula. (Foto: Imagem de IA/Gazeta do Povo com ChatGPT)
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  • O CadÚnico registrou 198,7 mil pessoas em situação de rua em dezembro de 2022 e chegou a 392,4 mil em junho de 2026, alta de 97,4% (193,6 mil a mais).
  • Desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a base passou a registrar, em média, 4,6 mil pessoas a mais por mês nessa condição.
  • Em julho de 2025, famílias com pessoas em situação de rua passaram a ter prioridade para ingresso no Bolsa Família; o tema é alvo de questionamentos na Câmara.
  • O Plano Nacional Ruas Visíveis, lançado em dezembro de 2023 com quase 1 bilhão de reais, não freou o aumento, já que o CadÚnico registrava 262,5 mil moradores de rua naquele mês e houve acréscimo de mais de 130 mil pessoas desde então.
  • Regiões Norte e Nordeste apresentaram as maiores altas proporcionais; Roraima teve quase sete vezes mais moradores de rua entre janeiro de 2023 e junho de 2026 (de 1.460 para 10.162).

O CadÚnico, base de dados do governo para registrar pessoas em situação de rua, mostrou aumento expressivo desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil pessoas nessa condição. Em junho de 2026, o total chegou a 392,4 mil, alta de 97,4%.

Entre 2019 e 2022, a média mensal de inclusão no CadÚnico era de 2 mil moradores de rua. A partir de 2022 houve aceleração, mantendo-se elevada nos dois primeiros anos de Lula e ganhando força no primeiro semestre de 2026.

O governo aponta a melhoria no cadastramento como parte do fenômeno, mas o aumento também é visto como resultante da deterioração de vínculos familiares e de desafios socioeconômicos. A base permanece como referência, ainda que não seja um censo nacional.

Em julho de 2025, uma portaria ampliou o Bolsa Família para incluir famílias com pessoas em situação de rua, segundo o governo. A medida visa ampliar a proteção social a esses moradores.

Plano nacional de combate às ruas, lançado em dezembro de 2023 com investimento de quase R$ 1 bilhão, não freou o crescimento. Em dezembro de 2023 eram 262,5 mil pessoas cadastradas, e desde então houve acréscimo de cerca de 130 mil registro.

Alguns representantes questionam possíveis distorções de dados. O MDS atribui parte do aumento à fragilização de vínculos familiares e à informalização de famílias, além de uma maior eficiência do CadÚnico. A pasta não detalhou estudos que sustentem a subnotificação em governos anteriores.

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Norte registra o maior salto relativo. O CadÚnico passou de 4,9 mil em jan/2023 para 22,8 mil em jun/2026, alta de 367%. O Nordeste também cresceu acima da média, de 29,1 mil para 61 mil, 109%.

Entre os estados, Roraima teve o maior avanço, de 1.460 para 10.162 pessoas cadastradas, quase sete vezes mais. Rondônia também registrou crescimento expressivo. Já São Paulo, embora tenha o maior contingente, subiu 88%.

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