- O preço do petróleo fica abaixo de sessenta e nove a setenta e dois dólares o barril, com o Brent perto de sessenta e dois dólares e o WTI em torno de sessenta e nove, após a OPEP+ anunciar aumento de produção.
- A OPEP+ fechou acordo para elevar a produção em cento e oitenta e oito mil barris por dia no próximo mês, liderado pela Arábia Saudita e Rússia.
- O tráfego marítimo pelo estreito de Ormuz mostra sinais de recuperação, após bloqueios e redundâncias durante o conflito.
- O Brent caiu cerca de trinta por cento no segundo trimestre após avanço de um acordo de paz provisório entre EUA e Irã, com projeções variadas sobre o preço futuro.
- O mercado de futuros sinaliza alta oferta no curto prazo, com estruturas em contango; exportações sauditas e de Emirados Árabes Unidos voltam a níveis próximos aos de antes da guerra, conforme aguardam-se preços oficiais de venda.
O preço do petróleo manteve trajetória de queda, com o Brent abaixo de 72 dólares o barril. A OPEP+ concordou em aumentar a produção em 188.000 barris por dia, sustentando a pressão sobre os valores. O fluxo de hidrocarbonetos pelo estreito de Ormuz também permanece relevante para o mercado.
O Brent ficou próximo de 72 dólares, enquanto o West Texas Intermediate operou ao redor de 69 dólares. Movimentos de volta de navios no corredor estratégico indicam recuperação parcial do transporte marítimo após a pausa observada no fim de semana.
A OPEP+ aprovou novo aumento moderado na produção para o próximo mês. Sete países, liderados por Arábia Saudita e Rússia, pretendem acrescentar 188.000 barris diários, ainda que, por ora, não haja efeito imediato.
Analistas citados pela RBC Capital Markets destacam que países afetados pela guerra ainda trabalham na reconstrução de produção e exportação, o que reduz o risco de desabamento de preços pela oferta. A leitura é de que a demanda deve se sustentar.
O recuo do Brent no segundo trimestre ocorreu após acordo de paz provisório entre EUA e Irã, que abriu caminho para a retomada do trânsito por Ormuz. Bancos de Wall Street prevêem potencial queda adicional neste semestre, com vislumbrando até 60 dólares no fim do ano.
Por outro lado, especialistas ressaltam a cautela: o tráfego de petroleiros volta aos poucos, mas exportações seguem abaixo dos níveis pré-conflito. A recuperação de reservas estratégicas e comerciais deve sustentar a demanda, mantendo a previsão de estabilidade entre 75 e 80 dólares.
O mercado futuro demonstra tom mais baixa, com contango na curva de Brent e no petróleo de Dubai. Contratos próximos negociam com desconto frente aos de prazos mais longos, indicando oferta maior no curto prazo.
Na ponta da oferta, os grandes produtores do Golfo têm aumentado a produção rapidamente. Arábia Saudita já opera próximo dos níveis pré-guerra, com navios circulando por Ormuz. Os Emirados Árabes Unidos também retomaram fluxos, após terem deixado a OPEP durante o conflito.
A agenda de observação envolve a divulgação dos preços oficiais de venda por parte da Arábia Saudita, dos Emirados e de outros produtores. Em julho, Riad reduziu a prima de seu crudo de referência para a Ásia para 9,50 dólares, ante 15,50 dólares em junho, sinalizando ajuste de margens para o mercado asiático.
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