- O uso de inteligência artificial para apoio na saúde mental aumentou, com doze milhões de brasileiros e quarenta e nove milhões de americanos utilizando ferramentas como o ChatGPT.
- Entre os adultos nos Estados Unidos, dezenove por cento buscam chatbots para apoio emocional, enquanto no Brasil, metade dos usuários de IA prefere o ChatGPT.
- Apesar da acessibilidade, surgem preocupações sobre diagnósticos errados e dependência, com a Organização Mundial da Saúde alertando para os riscos de respostas incorretas.
- A terapia por IA é mais popular entre jovens, com cinquenta e oito por cento dos adultos abaixo de trinta anos utilizando o ChatGPT, principalmente para controle da ansiedade e apoio contra a depressão.
- Pesquisadores da Universidade de Harvard afirmam que a terapia por IA pode ser útil para ansiedade e depressão leve a moderada, mas seu uso prolongado pode causar dependência.
O uso de inteligência artificial (IA) para apoio na saúde mental tem crescido significativamente, com 12 milhões de brasileiros e 49,2 milhões de americanos utilizando ferramentas como o ChatGPT. Essa tendência é especialmente forte entre os jovens, que buscam alternativas à terapia tradicional.
Estudos indicam que 19% dos adultos nos EUA recorrem a chatbots para apoio emocional, com 48,7% dos usuários enfrentando desafios de saúde mental optando por modelos de linguagem. No Brasil, a metade dos usuários de IA utiliza especificamente o ChatGPT, que se tornou a plataforma mais popular nesse segmento.
Apesar dos benefícios, como a acessibilidade e a redução do estigma, surgem preocupações sobre diagnósticos errados e dependência. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para os riscos de respostas incorretas e a falta de empatia nas interações com a IA. Casos de alucinações e desinformação também foram relatados, como quando um chatbot recomendou a mistura de medicamentos contraindicados.
A terapia por IA é particularmente popular entre os jovens, com 58% dos adultos abaixo de 30 anos utilizando o ChatGPT. Os motivos incluem controle da ansiedade (73%), aconselhamento pessoal (63%) e apoio contra a depressão (60%). Entretanto, a eficácia da terapia por IA é debatida, com apenas 29% dos profissionais de saúde mental considerando-a altamente eficaz.
Pesquisadores da Universidade de Harvard destacam que a terapia por IA pode ser útil para ansiedade e depressão leve a moderada, mas seu uso prolongado pode causar dependência. A Universidade de Oxford sugere que a IA pode ser uma ferramenta valiosa na triagem inicial de problemas emocionais, mas deve sempre ser supervisionada por profissionais qualificados.
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