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Programa de pagamento estudantil não oferece perdão de dívidas para alunos

Legisladores pressionam para retomar o perdão de dívidas sob o Income Based Repayment, afetando quase dois milhões de mutuários em dificuldades financeiras

Estudantes estudam na Biblioteca Perry-Castaneda da Universidade do Texas em Austin em 22 de fevereiro de 2024, em Austin, Texas. (Foto: Brandon Bell | Getty Images)
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  • O programa de perdão de dívidas estudantis, conhecido como Income Based Repayment (IBR), está suspenso.
  • A pausa foi anunciada pelo Departamento de Educação dos Estados Unidos e afeta 1,97 milhão de mutuários.
  • A suspensão ocorre em resposta a decisões judiciais que impactaram outros planos de pagamento, como o Saving on a Valuable Education (SAVE).
  • Legisladores, incluindo o senador Bernie Sanders, pedem a retomada do perdão, citando a necessidade de alívio financeiro.
  • Especialistas recomendam que os mutuários continuem a fazer pagamentos, pois eles ainda contam para o tempo necessário para a quitação da dívida.

O programa de perdão de dívidas estudantis, conhecido como Income Based Repayment (IBR), enfrenta um impasse após a administração Trump suspender a concessão de perdão de dívidas. Essa pausa afeta 1,97 milhão de mutuários que esperam pelo cancelamento de suas dívidas, uma promessa que deveria ser cumprida após 20 ou 25 anos de pagamentos.

A suspensão foi anunciada pelo Departamento de Educação dos EUA, que justificou a medida como uma resposta a decisões judiciais recentes que impactaram outros planos de pagamento, como o SAVE (Saving on a Valuable Education). Legisladores, incluindo o senador Bernie Sanders, pressionam para que o perdão de dívidas sob o IBR seja retomado, destacando a urgência do alívio financeiro em um momento de dificuldades econômicas para muitas famílias.

O IBR, um dos planos de pagamento baseados na renda, foi criado para tornar os pagamentos de dívidas mais acessíveis, limitando as parcelas mensais a uma porcentagem da renda discricionária dos mutuários. Os pagamentos são fixados em 10% ou 15%, dependendo do tipo de empréstimo, e o saldo restante é perdoado após o período estipulado. Contudo, a pausa atual no perdão pode afetar especialmente aqueles que mudaram de outros planos de reembolso.

Especialistas alertam que, apesar da suspensão, os pagamentos realizados ainda contam para o tempo necessário para a quitação da dívida. Mark Kantrowitz, especialista em educação superior, afirmou que os mutuários devem continuar a fazer seus pagamentos para evitar atrasos. A expectativa é que a suspensão do perdão seja resolvida em breve, permitindo que os mutuários voltem a contar com o alívio financeiro prometido.

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