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Número de professores temporários no Brasil supera média da OCDE

A pesquisa Talis revela que apenas 64% dos professores brasileiros têm contratos permanentes e apenas 22% estão satisfeitos com seus salários.

© José Cruz/Agência Brasil
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  • A pesquisa Talis 2024, realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), revela que apenas 64% dos professores brasileiros possuem contratos permanentes, uma queda de 16 pontos percentuais desde 2018.
  • Apenas 22% dos docentes estão satisfeitos com seus salários, índice inferior à média da OCDE, que é de 39%.
  • O Brasil ocupa a quinta pior posição no ranking global de segurança no emprego para professores, superando apenas Xangai e os Emirados Árabes Unidos.
  • Apenas 44% dos professores estão satisfeitos com suas condições de trabalho, uma redução em relação aos 52% de 2018, enquanto a média da OCDE é de 68%.
  • A pesquisa, realizada entre junho e julho de 2024, destaca a urgência de políticas que melhorem as condições de trabalho e salários dos professores no país.

No Brasil, 64% dos professores possuem contratos permanentes, segundo a pesquisa Talis 2024, realizada pela OCDE. O dado representa uma queda significativa de 16 pontos percentuais em relação a 2018. A pesquisa, que abrange 53 países, destaca a insatisfação dos docentes, com apenas 22% expressando contentamento com seus salários, índice abaixo da média da OCDE, que é de 39%.

O estudo aponta que a segurança no emprego é fundamental para o desempenho dos professores. Contratos permanentes oferecem estabilidade, enquanto os temporários geram incertezas que podem afetar a qualidade do ensino. O Brasil ocupa a quinta pior posição no ranking global, superando apenas países como Xangai e os Emirados Árabes Unidos.

Insatisfação com Condições de Trabalho

Além da questão salarial, as condições de trabalho também são preocupantes. Apenas 44% dos professores brasileiros estão satisfeitos com suas condições, uma queda em relação aos 52% registrados em 2018. Na comparação com a média da OCDE, que é de 68%, o Brasil se destaca negativamente.

A pesquisa revela que a remuneração é um fator crucial para a atração e retenção de professores. A insatisfação com os salários e condições de trabalho pode dificultar a formação de um corpo docente qualificado e motivado. A Talis 2024 foi realizada entre junho e julho deste ano, com apoio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os resultados ressaltam a necessidade urgente de políticas que promovam a valorização dos professores, garantindo melhores condições de trabalho e salários mais justos.

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