- Ayathandwa Ziqula é o primeiro aluno de sua escola pública secundaria a ingressar na Universidade de Witwatersrand (Wits), em Joanesburgo.
- Ele quer montar uma startup de computação para criar empregos locais e desenvolver uma app para facilitar o uso de minibuses na universidade, citando custos de vida e igualdade de gênero.
- O texto aponta Alexandra, bairro chabo-шlista de Joanesburgo, como símbolo das desigualdades persistentes desde o colonialismo e o apartheid, em contraste com áreas mais prósperas.
- Entre 15 e 34 anos, que representam metade da população economicamente ativa, a taxa de desemprego foi de 46% no primeiro trimestre deste ano; a África deve chegar a 2,5 bilhões de habitantes até 2050.
- A reportagem destaca que a juventude africana surge como força cívica, buscando participação e oportunidades, com referências a violência contra mulheres e mobilizações em outros países africanos.
Ayathandwa Ziqula tornou-se o primeiro aluno de sua escola pública a ingressar na Universidade de Witwatersrand, conhecida como Wits. A conquista, narrada em Joanesburgo, simboliza uma virada histórica frente ao legado do colonialismo e do apartheid. O jovem sonha em abrir uma startup de computação para gerar empregos locais e planeja desenvolver uma aplicação para facilitar o uso de minibuses universitários, citando ainda custos de vida e igualdade de gênero.
Ziqula vive em um contexto de desigualdade que se faz presente entre Alexandra, um bairro de classes populares em Joburg, e áreas mais abastadas como Fourways. Em Alexandra, famílias enfrentam precariedade, enquanto a universidade figura como oportunidade de ascensão social. O aluno destaca a importância de iniciativas locais que conectem educação, tecnologia e empregabilidade.
Contexto socioeconômico
A conversa com Ziqula ocorre em meio a dados que destacam o desafio da juventude sul-africana. Pessoas entre 15 e 34 anos respondem por metade da força de trabalho, mas a taxa de desemprego nessa faixa ficou em torno de 46% no primeiro trimestre deste ano. Entre as cidades, a diferença de oportunidades alimenta o debate sobre o futuro do país.
Apoio institucional e cenário regional
Os relatos de jovens como Ziqula ajudam a entender o papel da juventude na construção de instituições cívicas. Estudos apontam que o aumento da participação juvenil pode fortalecer governança e políticas públicas, não apenas na África do Sul, mas em países vizinhos, com mobilizações observadas também em Madagascar, Marrocos e Botsuana.
Perspectivas de futuro
Moala, outra jovem de 18 anos presente no contato com a reportagem, enfatiza o desejo de estabilidade profissional e de enfrentar custos de vida, além de defender a igualdade de gênero. As aspirações de Ziqula reforçam a busca por empregos locais e inovação tecnológica que contribuam para o desenvolvimento regional, mantendo o foco na realidade de Alexandra e na transição para um país pós- apartheid.