- Pesquisa da The Smith Family mostra que noventa por cento de famílias de baixa renda estão preocupadas com itens escolares de retorno às aulas.
- O custo de vida subiu e famílias precisam escolher entre alimentação e contas; Laura, mãe solo de quatro filhos, frequentemente busca vouchers.
- A média de pobreza infantil pode superar um milhão de crianças na Austrália nos próximos meses; a taxa de pobreza infantil tende a subir.
- Sessenta e dois por cento das famílias temem que os filhos fiquem sem dispositivos digitais; quarenta por cento dizem que perderiam atividades extracurriculares, uniformes ou calçados.
- A The Smith Family já distribuiu14 mil laptops nos últimos sete anos; ainda assim quarenta e quatro por cento dos alunos (aproximadamente 400 mil) não têm acesso digital em casa.
A prioridade de famílias de baixa renda no orçamento tem se agravado, conforme estudo recente aponta que 90% das famílias estão preocupadas em arcar com itens escolares de início de ano. A pesquisa ouviu mais de 1.100 pais e cuidadores, vinculados à The Smith Family.
O estudo, divulgado nesta semana, revela que mais de 80% das famílias não consegue pagar itens básicos de volta às aulas. A comparação com relatórios anteriores mostra continuidade da tendência de piora relacionada à inflação.
Laura, mãe solo de quatro filhos, descreve semanas em que o orçamento fica apertado e precisa buscar voucher na comunidade. A situação tem se agravado desde a pandemia, segundo o relato da responsável pela família.
A organização The Smith Family estima que, se o cenário permanecer, pode haver mais de um milhão de crianças em pobreza na Austrália nos próximos meses. Esse grupo enfrenta impactos diretos na educação, como atraso escolar.
Impacto na educação e na vida cotidiana
O levantamento aponta que 16% das crianças vivem em situação de pobreza, o que pode afetar o desempenho escolar ao longo do tempo. Especialistas citam atraso em alfabetização e matemática em relação a colegas de mesma idade.
O relatório também ressalta dificuldades com itens digitais. Mais da metade dos entrevistados teme que os filhos fiquem sem dispositivos ou conexão para atividades escolares, o que agrava o isolamento educacional.
Quase metade dos pais teme não conseguir financiar atividades fora da escola, como aulas extracurriculares, esportes e acampamentos. A falta de recursos também atinge itens como uniformes e calçados.
Ações e lacunas de inclusão digital
A Smith Family informou ter distribuído cerca de 14 mil laptops nos últimos sete anos. Ainda assim, 44% das crianças, ou 400 mil estudantes, não têm acesso digital em casa.
O movimento defende a ampliação do acesso a recursos educacionais fora da sala de aula, como tutorias e programas de recuperação. A instituição ressalta que a participação em atividades extracurriculares favorece o engajamento.
Laura atribui à falta de recursos a maior dificuldade atual: com os filhos crescendo, surgem desafios para uniformes, calçados e atividades extracurriculares. Ela afirma que, sem apoio, o acesso à internet em casa seria inviável.
Doug Taylor, CEO da The Smith Family, afirma que a situação econômica afeta principalmente famílias de baixa renda, gerando pressões financeiras e psicológicas no início do ano letivo.
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