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Suspensão escolar na Inglaterra passa a valer apenas para as faltas mais graves

Suspensões passam a ser reservadas aos casos mais graves de comportamento violento, com foco em exclusões internas para manter a aprendizagem

Suspensions have hit record levels in England since the end of the Covid pandemic. Nearly a million were issued in the 2023-24 school year.
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  • O governo do Reino Unido anunciará diretrizes para reservar suspensões a casos mais graves de mau comportamento, incluindo violência.
  • Haverá consulta sobre a política de comportamento a ser incluída no próximo documento econômico das escolas, visando manter mais alunos em unidades de “internal exclusion” em vez de serem enviados para casa.
  • Líderes escolares saudaram a clareza, mas destacaram o risco de reduzir o efeito dissuasório das suspensões.
  • A justificativa aponta que suspensões em casa permitem acesso a contatos online, enquanto as diretrizes planejam alinhar isso com a regra de que telefones não ficam nas escolas.
  • Quase um milhão de suspensões foram aplicadas no ano letivo de 2023-24, e o white paper também abordará maior inclusão de alunos com necessidades especiais em escolas públicas.

O Departamento de Educação do Reino Unido (DfE) vai apresentar orientações para escolas na Inglaterra sobre comportamento estudantil. A mudança prevê que suspensões de alunos fiquem reservadas aos casos mais graves de más condutas, incluindo violência.

A nova diretriz aponta que suspensões em casa acabam liberando acesso a contatos e atividades online, dificultando a resposta a comportamentos disruptivos. A proposta propõe alinhamento com o uso de unidades de “exclusão interna”.

Segundo o DfE, o objetivo é manter padrões de disciplina sem excluir permanentemente o aluno do ambiente escolar, mantendo o aprendizado. A abordagem reforça que mortes ou lesões não toleradas permanecem fora da escola, com remoção física quando necessário.

A expectativa é abrir uma consulta pública sobre a política de comportamento, a ser incluída no próximo documento conhecido como white paper das escolas. O texto também aborda o atendimento de alunos com necessidades especiais dentro das escolas públicas.

A ideia é ampliar a flexibilidade dos diretores escolares para aplicar suspensões, ao mesmo tempo em que se utiliza a exclusão interna para que o aluno continue aprendendo em um espaço separado, sob supervisão.

Alguns diretores e docentes acolhem a clareza da proposta, mas destacam o risco de reduzir o efeito dissuasório das suspensões caso o foco seja apenas na exclusão interna durante o horário escolar.

Medidas e implementação

O governo planeja tornar a exclusão interna uma intervenção curta e estruturada, com aprendizado significativo e tempo para reflexão, fortalecendo a clareza sobre as expectativas de comportamento.

Estimativas indicam que as suspensões atingiram recordes recentes na Inglaterra, com quase um milhão de casos no ano letivo 2023-24. A próxima edição do white paper detalhará novos caminhos para inclusão escolar.

A política também aborda a possibilidade de ampliar o ensino de estudantes com necessidades especiais e baixa inclusão em escolas públicas, exigindo maior flexibilidade nas políticas de comportamento para favorecer a inclusão.

A iniciativa foi recebida com cautela por especialistas, que ressaltam a importância de evitar práticas inconsistentes nas salas de isolamento e assegurar atividades pedagógicas adequadas para todos os alunos.

A Fundação The Difference destacou a necessidade de equilibrar sanções com proteção de alunos, ressaltando que o aprendizado constante pode reduzir riscos e melhorar desfechos a longo prazo.

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