Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Educadora enfatiza a importância da saúde mental no começo do ano letivo

Falta de espaços de apoio emocional em escolas pode comprometer desempenho dos estudantes no início do ano letivo, alerta especialista

Debate ajuda a ampliar conscientização sobre a importância do cuidado emocional
0:00
Carregando...
0:00
  • Ano passado, o Ministério da Educação divulgou relatório que mostra aumento de quase 2.500% nos atendimentos relacionados à saúde mental, com crescimento de 3.300% entre jovens de 15 a 19 anos.
  • No contexto pré-universitário, pesquisas indicam que o aumento de transtornos mentais resulta de uma combinação de fatores: pressão por desempenho, competição acentuada e cobrança por aprovação em vestibulares.
  • Além disso, o excesso de estímulos digitais, a dificuldade de concentração e o desequilíbrio entre estudos, descanso e vida social complicam o bem-estar dos estudantes.
  • A educadora Katia Chedid aponta que, sem espaços adequados de apoio emocional, esses fatores podem afetar o desempenho e a qualidade de vida dos alunos.
  • A escola pode atuar de forma preventiva ao unir cuidado socioemocional ao projeto pedagógico, capacitar educadores, promover acolhimento e manter diálogo com as famílias, além de atividades que promovam equilíbrio emocional.

A falta de espaços adequados de apoio emocional nas escolas pode prejudicar o rendimento dos alunos. A afirmação é de Katia Chedid, psicopedagoga e líder do departamento de governança educacional da Fundação Bradesco, citada em reportagem sobre o tema.

Dados recentes indicam que o Brasil registrou aumento expressivo de atendimentos ligados à saúde mental: quase 2.500% de 2010 a 2020, segundo relatório do Ministério da Educação. Entre jovens de 15 a 19 anos, o crescimento chega a 3.300%.

Entre fatores apontados, destacam-se a pressão por desempenho, competitividade e a cobrança por aprovação em vestibulares. O acúmulo de estímulos digitais também contribui para ansiedade, dificultando concentração.

Quando não há apoio emocional adequado, esse conjunto de demandas pode afetar o bem‑estar, o desempenho acadêmico e a qualidade de vida dos estudantes, segundo a especialista.

Escola como prevenção

A psicopedagoga defende ações preventivas, integrando cuidado socioemocional ao projeto pedagógico. Também pede capacitação contínua de educadores para identificar sinais de sofrimento emocional.

Ações permanentes de acolhimento, diálogo com as famílias e atividades que promovam equilíbrio emocional são apontadas como úteis. Roda de conversa, dinâmicas de grupo e técnicas de relaxamento são citadas como exemplos.

A implementação transversal do tema na rotina escolar ajuda a reduzir a naturalização do adoecimento psíquico. O objetivo é ampliar a conscientização sobre a importância do cuidado emocional no dia a dia.

Para Katia Chedid, a escola ocupa posição estratégica na identificação precoce de sinais de sofrimento e no desenvolvimento de competências socioemocionais. Isso auxilia estudantes a lidar com frustrações e incertezas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais