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Escola do Rock vira negócio de R$ 100 milhões

Shows são o núcleo da School of Rock, impulsionando faturamento superior a R$ 100 milhões e expansão para 260 escolas no Brasil, Portugal e Espanha

A experiência no palco em shows é um dos principais atrativos do modelo de ensino e de negócios da School of Rock
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  • A School of Rock Brasil, Portugal e Espanha faturou R$ 54,2 milhões em 2023, R$ 72,1 milhões em 2024 e R$ 89 milhões em 2025, com cerca de 10.000 alunos no Brasil.
  • O modelo coloca shows no centro do produto: cada aluno tem pelo menos três apresentações por ano, incluídas na mensalidade.
  • A participação em grandes palcos e eventos funciona como vitrine da marca e atrai famílias; o público inclui, além de jovens, executivos e empreendedores que buscam relaxar.
  • Brasil foi o ponto de partida para a expansão internacional; na Ibéria, o faturamento bruto avançou de € 1,02 milhão em 2023 para € 1,72 milhão em 2024 e € 2,44 milhões em 2025, com plano de abrir mais seis unidades na região nos próximos 12 a 24 meses, totalizando cerca de 1.500 alunos.
  • Planos de longo prazo visam 200 unidades no Brasil até 2033 e 60 na Ibéria (260 no total), com projeção de crescer de mais de 10.000 para 35.000 ou 36.000 alunos, além de projeto para ampliar acesso e tornar o modelo mais inclusivo, com potencial para mil escolas no Brasil em 2027.

A School of Rock cresceu no Brasil ao adaptar o modelo global de shows como parte central do aprendizado musical. A rede foca em experiências de palco para alunos de diversas idades, incorporando apresentações em temporadas com repertórios temáticos.

O CEO da operação Brasil, Portugal e Espanha, Paulo Sérgio Portela Santos, aponta que o show é o núcleo do produto. A cada temporada, os alunos passam por ensaios, socialização e apresentações em casas de show, dentro de uma lógica de turnê.

No Brasil, a rede explica o crescimento pela combinação de escola de música com palco aberto. O modelo já rendeu faturamento de R$ 54,2 milhões em 2023, subindo para R$ 72,1 milhões em 2024 e atingindo R$ 89 milhões em 2025.

Mercado e público

As mensalidades ficam entre R$ 500 e acima de R$ 1.000, dependendo do programa, que pode incluir aula individual, ensaio semanal e participação nos shows. A operação local também funciona como loja de expansão para Portugal e Espanha.

O Brasil foi o berço do modelo de master franquia, abrindo caminho para a expansão ibérica. Em Portugal e Espanha, o faturamento bruto subiu de €1,02 milhão em 2023 para €2,44 milhões em 2025, com previsão de mais seis unidades nos próximos 12 a 24 meses.

Demanda e diferencial

A empresa afirma que cria um mercado próprio, atraindo não apenas jovens, mas também executivos e empreendedores que buscam atividades culturais para aliviar o estresse. A prática de tocar em grupo é vista como valor central, mais forte que soluções digitais isoladas.

A experiência presencial é apontada como fator-chave de retenção e engajamento, aliados a ferramentas digitais de acompanhamento. No público jovem, a motivação é socialização, autoestima e saúde mental, além da busca por aprendizado musical.

Planos de expansão

O objetivo é chegar a 200 unidades no Brasil até 2033 e 60 na Ibéria, totalizando 260 escolas. A projeção é ampliar o total de alunos de 10.000 para cerca de 35.000–36.000 com esse crescimento.

Há ainda uma segunda fase prevista para ampliar o acesso social. A ideia é tornar as escolas mais acessíveis a diferentes classes, com possibilidade de chegar a mil unidades no Brasil até 2027.

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