- OCDE aponta avanço histórico da confiança na educação pública brasileira, de 30% em 2022 para 45% em 2025.
- O estudo foi apresentado em 9 de fevereiro pela CGU no evento online “Confiança em foco: o Brasil no panorama da OCDE”, com 2 mil entrevistados.
- A confiança nos serviços públicos quase dobrou, de 24% em 2022 para 42% em 2025, enquanto a confiança no governo federal subiu de 26% para 38%.
- A percepção de equidade também avançou, com 48% dos cidadãos acreditando que pedidos de benefícios públicos são tratados de forma igualitária.
- O MEC aponta ações como expansão da educação básica em tempo integral, CNCA, Escola conectada, PNLD e investimentos em educação superior, formação de docentes e ampliação de bolsas como fatores associados ao ganho de confiança.
A OCDE divulgou dados inéditos que mostram avanço histórico na confiança institucional no Brasil, com a satisfação nos serviços públicos subindo 15 pontos entre 2022 e 2025. A confiança na educação manteve-se como um dos pilares dessa evolução, registrando aumento expressivo.
O estudo, apresentado na semana passada pela CGU, entrevistou 2 mil brasileiros de diversas regiões e classes. Além da educação, destacou melhoria na prestação de serviços públicos e na justiça social como motores da confiança no país.
Progresso na confiança e no setor educacional
A pesquisa aponta que a satisfação com a educação pública chegou a 45% em 2025, frente a 30% em 2022. A confiança no serviço público passou de 24% para 42%, e a confiança no governo federal subiu de 26% para 38%. Brasil se destaca na região pela melhoria.
A OCDE observa que o Brasil tem espaço para dialogar com vizinhos sobre gestão pública, integridade e controle, com padrões de comparação úteis para orientar políticas. A pesquisa também contextualiza o cenário sob o governo Lula dos anos recentes.
Ações do MEC e impactos na educação básica
O Pé-de-Meia atende quase 6 milhões de estudantes, destinando R$ 12 bilhões por ano e aportes por conclusão de ano e Enem. A taxa de abandono escolar reduziu pela metade, melhorando a permanência estudantil.
Mais de 1,8 milhão de matriculados surgiram na Escola em Tempo Integral entre 2023 e 2025. O investimento total chegou a R$ 7,5 bilhões, com avanço na participação em tempo integral para 23% em 2024.
Programas de alimentação, alfabetização e conectividade
O PNLD distribui mais de 240 milhões de livros às escolas. Em 2026, o orçamento da rede básica terá reajuste, elevando o total da alimentação escolar. A Estratégia Nacional Escolas Conectadas atingiu 70% das escolas em 2024, com 96 mil unidades conectadas (internet de qualidade).
O CNCA ampliou a alfabetização até o 2º ano, com R$ 1,44 bilhão investidos desde 2023. Em 2024, 59,2% das crianças estavam alfabetizadas no tempo certo, ante 36% anteriormente.
Expansão da educação superior e inovação
O Enem registrou 4,8 milhões de inscritos em 2025, mantendo-o como principal porta de entrada para o ensino superior. Em 2026, o Enem passa a avaliar a qualidade do ensino médio; há avaliação para Mercosul em andamento.
O Sisu 2026 bate recorde com 136 instituições e 5 mil vagas em áreas STEM. Prouni superou 590 mil bolsas; Fies terá 112 mil vagas em 2026, com opções de Fies Social. Campi e novas unidades ampliam o acesso.
Avanços em infraestrutura, pesquisa e tecnologia
O MEC avança com o ITA no Ceará, com previsão de entrega da fase final em 2026. Investimento total de R$ 330,4 milhões para as três etapas. Duas turmas já estudam no campus de Fortaleza; concurso para docentes e técnicos ocorreu em 2025.
ImpaTech cria curso de graduação no Rio de Janeiro, com expansão Nordeste em Teresina. Investimento inicial no Rio de 51 milhões; em Teresina, 17,9 milhões começam em 2026. Objetivo: descentralizar oportunidades em matemática.
Assistência estudantil, gestão e pós-graduação
O investimento em assistência estudantil passou de R$ 1,4 bilhão (2021) para R$ 1,32 bilhão (2025). O PBP ofereceu 17,3 mil bolsas a indígenas e quilombolas em 2025, o dobro de 2022. Em 2026, há estudo de universalização.
Mais de 2,5 mil cargos de direção foram redistribuídos para universidades federais, buscando eficiência administrativa e melhor suporte acadêmico.
Na pós-graduação, foram destinados R$ 6,59 bilhões desde 2023. Bolsas de mestrado/doutorado tiveram reajuste de 40%; o país retomou bolsas de pós-doutorado (813 bolsas) e o Programa Pró-Equipamentos recebeu 139,3 milhões para aquisições de equipamentos.
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