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Mulheres são maioria entre estudantes de ciência no Brasil

Brasil tem maioria feminina entre titulados de pós-graduação e entre bolsistas Capes; MEC reforça compromisso com equidade na carreira acadêmica.

Aline Pan (mulher loira, em pé, ao centro) coordena o Energizando a Equidade, que aproxima meninas da área de transição energético. Foto: Divulgação/Capes
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  • Dados do Plano Nacional de Pós-Graduação 2025-2029 mostram que mulheres representam 57% das pessoas tituladas na pós-graduação e 58% das bolsas da Capes.
  • Apesar disso, elas correspondem a apenas 43% do corpo docente da pós-graduação, evidenciando o “efeito tesoura” entre entrada/conclusão do doutorado e permanência como professoras.
  • O MEC destaca ações para ampliar a equidade, incluindo que 58% das bolsas Capes no país são concedidas a mulheres e 53% das bolsas no exterior também são para elas.
  • Em 2024, houve ampliação do prazo de conclusão de cursos ou programas de bolsa para mães em até 180 dias, com benefício dobrado para crianças com deficiência.
  • A Capes mantém programas como Abdias Nascimento (50% das bolsas de missões no exterior para pesquisadoras autodeclaradas pretas, pardas, indígenas, com deficiência ou altas habilidades) e o Prêmio Futuras Cientistas, além do Comitê Permanente de Ações para Equidade de Gênero.

O Brasil tem mais mulheres formadas em ciência do que homens. Elas representam 57% das pessoas tituladas na pós-graduação e 58% das bolsistas da Capes, segundo o PNPG 2025-2029. O MEC destaca esses números no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, em 11 de fevereiro.

Apesar da maioria entre doutoras, as pesquisadoras ainda aparecem em 43% do corpo docente da pós-graduação. O chamado efeito tesoura indica que muitas ingressam e concluem o doutorado, mas poucas alcançam posições permanentes de docente ou pesquisadora. Em engenharia, o peso feminino é de apenas 23%.

Nas ciências exatas e da terra, a participação feminina chega a 24% entre docentes, segundo o PNPG. A maternidade é citada como fator de impacto na carreira científica, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas a conciliar vida pessoal e carreira.

Para enfrentar essas desigualdades, o MEC tem implementado ações na gestão atual. A Capes mantém política de bolsas com 58% das bolsistas no país, além de 53% das bolsas no exterior concedidas a mulheres. Em 2024, houve ampliação de prazos para mães.

O incremento inclui extensão de até 180 dias para conclusão de cursos ou programas de bolsa após parto, nascimento, adoção ou guarda judicial para fins de adoção. O benefício dobra em caso de deficiência de criança ou adolescente.

A Capes é responsável pelo programa Abdias Nascimento, retomado em 2023, que destina 50% das bolsas de missões no exterior a pesquisadoras autodeclaradas pretas, pardas, indígenas, com deficiência ou altas habilidades. Também coordena o Prêmio Futuras Cientistas, voltado a meninas do ensino médio.

Um comitê criado em 2024 orienta ações para aumentar a representatividade feminina na pós-graduação. O Comitê Permanente de Ações Estratégicas e Políticas para Equidade de Gênero aponta diretrizes para ampliar a participação de mulheres em posições de decisão.

Entre boas práticas, a cientista Aline Cristiane Pan lidera ações de divulgação entre meninas do 9º ano em escolas públicas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O projeto Energizando a Equidade envolve UFRGS, UFSM, UFSC, Crea-RS e redes de mulheres na energia.

O trabalho inspira estudantes como Luiza da Rosa Machado, 14 anos, da Escola Prudente de Morais (Osório, RS). Ela participou do projeto Fogão solar, que busca aquecer alimentos por energia solar. A iniciativa recebeu bolsa de iniciação científica júnior.

Aline Pan ressalta que a participação feminina na área de energia ainda é baixa, estimada em 20% no mercado de energia solar. A pesquisa demonstra como a produção de conhecimento em STEM pode favorecer a transição energética.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Capes, apresenta dados e iniciativas que sinalizam avanços e desafios para maior equidade de gênero na ciência brasileira.

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