- MEC deve remanejar recursos para educação em tempo integral e primeira infância, em resposta ao Censo Escolar de 2025.
- Censo revela queda de cerca de 1 milhão de matrículas na educação básica, com redução concentrada no ensino médio, atribuída à demografia e à melhoria do fluxo escolar.
- Presidente do Inep afirma que os recursos vão para áreas prioritárias: educação integral e primeira infância, com redução de evasão ligada ao programa Pé-de-Meia.
- Brasil atingiu meta do Plano Nacional de Educação: 25% dos alunos em tempo integral, com 25,8% na rede pública.
- Educação técnica atinge recorde: 3,1 milhões de matrículas, e participação no ensino médio sobe de 11,5% (2021) para 20,1% (2025).
O Ministério da Educação sinalizou que vai remanejar recursos orçamentários para enfatizar a educação em tempo integral e a atenção à primeira infância. A medida surge após o Censo Escolar 2025, divulgado nesta quinta-feira, apontar queda estrutural de cerca de 1 milhão de matrículas na educação básica, com maior concentração no ensino médio.
Segundo o MEC, a redução de vagas está associada a fatores demográficos e a ganhos de eficiência no fluxo escolar. O ministro Camilo Santana afirmou que haverá realocação de verbas quando necessário, lembrando que a meta é ampliar o ensino fundamental em tempo integral e fortalecer a primeira infância.
O presidente do Inep, Manuel Palacios, destacou que a queda de matrículas tem origem demográfica e estrutural. Ele reforçou que os recursos seguirão para áreas prioritárias, principalmente educação integral e primeira infância, conforme avaliação da gestão.
O governo classifica o resultado do Censo como uma vitória relativa, atribuindo parte da melhoria à menor repetência e à evasão, além do papel do Pé-de-Meia na redução de absenteísmo. Camilo Santana destacou que a melhoria no fluxo reforça a trajetória dos últimos anos.
Acompanhando as mudanças, o Brasil atingiu a Meta 6 do PNE ao alcançar 25,8% de alunos em tempo integral na rede pública, acima do piso de 25%. O governo aponta o investimento de 4 bilhões de reais no Programa Escola em Tempo Integral, criado em 2023, como fator-chave.
No âmbito da educação técnica, o setor registrou recorde histórico: 3,1 milhões de matrículas em cursos técnicos. O ministro citou o conjunto de ações do governo, incluindo o programa Juros por Educação, como contribuinte para esse salto.
Na rede pública, a participação de alunos do ensino médio matriculados no técnico subiu de 11,5% em 2021 para 20,1% em 2025, revelando avanço expressivo no acesso à formação profissional ao longo do período.
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