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Robô Titi auxilia crianças a aprender matemática com jogos

Titi, robô que gamifica matemática, usa jogos em tablet alinhados à BNCC para apoiar a aprendizagem, ainda sem entrada na rede pública

Robô é integrado a um aplicativo para tablets com jogos alinhados à BNCC
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  • Robô Titi ajuda crianças do 1º ao 5º ano com matemática por meio de jogos em um aplicativo para tablets, alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
  • Criado pela startup Cognology, o projeto busca transformar o abstrato em concreto e oferece material pedagógico para orientar as aulas.
  • As atividades são em trio, com jogos competitivos e cooperativos; há uma régua virtual e o robozinho é movido por dados para operá-las.
  • A terceira versão do software permite identificar lacunas de aprendizagem por meio de relatórios, possibilitando intervenções pedagógicas personalizadas; hoje o Titi está em instituições privadas.
  • O projeto é impulsionado pelo programa Centelha da Finep, está incubado no Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos e foi renomeado de Teachbot para Titi após sugestão de professores.

O robô educativo chamado Titi auxilia crianças do primeiro ao quinto ano no aprendizado de matemática por meio de jogos. Integrado a um aplicativo para tablets e alinhado à BNCC, o projeto foi desenvolvido pela startup Cognology. Débora Regina Ito, pesquisadora por trás da ideia, iniciou o trabalho durante atuação voluntária em escolas públicas.

O objetivo é transformar o abstrato em concreto, permitindo que as crianças realizem operações com apoio lúdico. As atividades acontecem em trio, com jogos que alternam competição e cooperação. Um exemplo usa uma régua virtual para somar ou subtrair, movendo um robô físico conforme o resultado.

O Titi está em sua terceira versão de software e ajuda educadores a identificar lacunas de aprendizagem. Relatórios gerados pelo sistema indicam alunos que exigem atenção específica para intervenções pedagógicas personalizadas. A solução ganha relevância ao tornar dúvidas mais explícitas para a turma.

O projeto nasceu com tapetes físicos e evoluiu para a integração com tablets. A restrição ao uso de smartphones em sala levou a migração para plataformas móveis maiores, reduzindo custos e ampliando a versatilidade. Hoje, o robô funciona principalmente em instituições privadas.

Embora tenha foco na rede pública, a ferramenta ainda não atua no ensino público. A Cognology planeja consolidar a presença no setor privado antes de participar de licitações em secretarias de educação, visando futura expansão. A equipe ressalta que a tecnologia pode estimular o engajamento das crianças com o aprendizado.

A startup é incubada no Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos e contou com apoio do programa Centelha, da Finep, com operação da Fapesp no estado. O robô recebeu o nome Titi após sugestões de docentes, que consideraram Teachbot de difícil pronúncia para o público infantil.

Competências digitais e desafios docentes

Em dezembro de 2023, o Congresso aprovou a inclusão de competências digitais na LDB, prevendo ensino de robótica no fundamental e no médio. A medida visa integrar tecnologia ao currículo, com foco em programação e uso de dispositivos.

Entretanto, a implementação enfrenta entraves de infraestrutura e formação de professores. Auditorias do Consed indicam necessidade de adequações nas escolas e de profissionais preparados para aplicar conteúdos que envolvam tecnologias. Os docentes precisam orientar o pensamento crítico diante de inovações como IA.

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