- Estudantes do ensino superior de todo o país marcham em Lisboa no Dia do Estudante, cobrando moradia acessível, fim das propinas e mais apoio social.
- A manifestação, que teve início no Rossio e terminou junto ao parlamento, contou com cânticos como “estudantes nas ruas, a luta continua”.
- A porta-voz da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa disse que os mais pobres são os mais impactados pela dificuldade de entrada no ensino superior.
- O ministro da Educação afirmou que cortar propinas seria uma medida regresiva e que elas devem ser atualizadas conforme a inflação; a decisão ainda depende do Orçamento do Estado.
- O ministro garantiu o aumento de mais de 14 mil camas em residências universitárias no próximo ano letivo; mais de 50 organizações da Movimentação de Associações de Estudantes participaram.
O que aconteceu: estudantes do ensino superior de Portugal marcharam hoje em Lisboa, por Dia do Estudante, reivindicando habitação acessível, fim das propinas e mais apoio social.
Quem esteve envolvido: centenas de estudantes de várias entidades, incluindo a Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da NOVA University Lisbon, organizadores do protesto, envolvem-se na manifestação que partiu do Rossio e terminou junto ao Parlamento.
Quando e onde: a marcha ocorreu nesta quinta-feira, em Lisboa, cruzando o centro da cidade até a Assembleia da República, no parlamento, em protesto contínuo.
Por que aconteceu: os manifestantes apontam habitação cara, propinas elevadas e falhas no sistema de apoio estudantil como principais motivos para o protesto.
Posição do Governo
O ministro da Educação afirmou que cortar propinas seria uma medida regressive, transferindo o peso para a sociedade. A posição, segundo Fernando Alexandre, é que as propinas devem ser atualizadas conforme a inflação.
Ele ressaltou que ainda não há confirmação de aumento e que a decisão dependerá do Orçamento do Estado, a ser debatido com o acompanhamento de representantes estudantis.
Sobre as casas universitárias, o governo assegurou que haverá aumento de mais de 14 mil camas no próximo ano letivo, atendendo a parte das reivindicações dos estudantes.
Mais de 50 organizações do Movimento de Associações de Estudantes (MAE) de todo o país participaram do protesto, incluindo grupos académico, tunas e comissões de moradores.
Desdobramentos e contexto
No ano passado, centenas já haviam se reunido em Lisboa contra uma proposta governamental de aumento de propinas, que acabou rejeitada no parlamento. As decisões sobre o tema permanecem em aberto.
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