- Em 25 de março de 2026, na Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, bairro da zona sul do Rio, ocorreu um protesto de estudantes contra caso de assédio na instituição.
- Um subtenente do Batalhão de Choque da Polícia Militar agrediu alunos dentro da escola; o episódio foi gravado e divulgado nas redes sociais.
- O policial foi afastado preventivamente das atividades de rua; a Corregedoria-Geral da PM instaurou um procedimento para apurar a conduta e ele será encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar.
- Lideranças estudantis detidas: João Herbella (diretor do DCE/UFRJ), Marissol Lopes (presidente da Ames Rio) e Theo Oliveira (diretor da Ames Rio); segundo a Ames Rio, houve abordagem na entrada com autorização da rede estadual, mas a escola teria bloqueado o acesso.
- A Secretaria Estadual de Educação declarou que não compactua com violência, afirmou que a atuação seguiu protocolos e ofereceu apoio aos estudantes e familiares, buscando manter ambiente seguro e adequado ao diálogo.
Na manhã desta quarta-feira, 25 de março de 2026, alunos da Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, no Rio, realizaram um protesto contra um caso de assédio na instituição. Um subtenente do Batalhão de Choque da Polícia Militar agrediu estudantes dentro da escola. As imagens foram gravadas e circulam nas redes sociais.
A ação ocorreu durante a entrada do grupo para apoiar um abaixo-assinado que pedia o afastamento de um professor suspeito de assédio. Segundo a Ames Rio, a Secretaria Estadual de Educação autorizou a entrada, mas a direção da escola dificultou o acesso e acionou o programa Segurança Presente. Três pessoas foram detidas.
Em vídeo divulgado, o policial discute a apreensão de um celular. Uma estudante tenta intervir e recebe tapas; outro aluno que tenta ajudar é atingido por um soco. O registro mostra ainda novo golpe na direção da jovem após a intervenção. A versão dos envolvidos aponta agressões na área externa da escola.
A PM informou que instaurou procedimento na Corregedoria-Geral para apurar a conduta do agente. O subtenente foi identificado e encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, além de ter sido afastado preventivamente de atividades nas ruas.
A Secretaria Estadual de Educação lamentou o episódio, destacando que não acolhe violência no ambiente escolar. A pasta disse que dará apoio aos estudantes e familiares e que a direção acionou a PM para assegurar segurança e diálogo, seguindo protocolos.
As informações oficiais reiteram o compromisso com um ambiente escolar seguro, acolhedor e respeitoso. A PM afirmou que a apuração ocorrerá com atenção e transparência, sem classificar fatos antes de conclusão do processo. Fonte: órgãos públicos do Rio de Janeiro.
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