- Lula afirmou que o governo deve incluir estudantes do Fies em programa de renegociação de dívidas, em evento de Sorocaba, SP.
- O governo discute um novo pacote de alívio que pode ampliar o alcance de programas existentes, citando aumento da inadimplência entre jovens.
- A dívida dos estudantes do Fies em atraso chegou a 17,9 bilhões de reais em 2025; contratos ativos somam 93,8 bilhões; cada inadimplente deve, em média, 46.000 reais.
- A inadimplência atingiu 59,3% em 2024, ou seja, cerca de seis em cada dez beneficiários estavam em atraso.
- Lula argumentou que não é possível tirar o sonho de quem está devendo, ao comparar custos do Fies com outros gastos públicos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 10 de abril de 2026, em Sorocaba (SP), que o governo deve incluir estudantes do Fies em programas de renegociação de dívidas. A declaração foi feita durante a inauguração de um campus do Instituto Federal de São Paulo, financiado pelo Novo PAC. O tema inclui a possibilidade de ampliar o alcance de medidas de alívio ao endividamento.
Lula destacou o aumento do endividamento entre alunos que financiaram cursos superiores e disse que não é viável retirar o sonho de quem está devendo. O presidente não detalhou prazos ou condições do eventual atendimento específico aos estudantes do Fies.
Segundo o portal Poder360, o governo discute um pacote de alívio que pode ampliar programas de renegociação já existentes. A ideia é atender também os estudantes com financiamento pelo Fies que estejam em atraso.
Contexto de dívida
O Fies é o programa de financiamento estudantil voltado a alunos de baixa renda em faculdades privadas, com o governo atuando como fiador desde reformulação no primeiro mandato de Lula. A dívida em atraso há mais de 90 dias chegou a 17,9 bilhões de reais em 2025, alta de pouco mais de 2 bilhões frente ao ano anterior.
Dados do FNDE apontam que cada aluno inadimplente deve, em média, 46 mil reais. No total, contratos ativos somam 93,8 bilhões de reais ainda a pagar. A inadimplência ficou em 59,3% em 2024, ou seja, 6 em cada 10 estudantes financiados estavam em atraso. Em 2015, essa parcela era de 33%.
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